Prevenção 360º a Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs)

O grupo das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) inclui câncer, diabetes, condições cardiovasculares, respiratórias e mentais/neurológicas. As DCNTs são a principal causa de morte e incapacidade no mundo, respondendo por 74% dos óbitos.

Boa parte delas, entretanto, pode ser prevenida, e a melhor forma de fazer isso é por meio do controle dos principais fatores de risco: tabagismo, consumo de álcool, alimentação inadequada, inatividade física e poluição do ar.

Prevenção 360º

Nesse contexto, a Prevenção 360º foi elaborada como uma abordagem integrada para o enfrentamento dos fatores de risco das DCNTs, reconhecendo também as interconexões entre a saúde e o meio ambiente.

A Prevenção 360° busca colocar a prevenção das DCNTs como prioridade na agenda pública de saúde, contribuindo para:

Políticas Públicas

Para que os fatores de risco das DCNTs sejam evitados, é preciso que o ambiente e o contexto social favoreçam escolhas saudáveis.

Assim, o consumo de produtos nocivos, como álcool, cigarro e produtos ultraprocessados, deve ser desencorajado, e a estratégia mais eficaz para isso é a adoção de políticas públicas promotoras da saúde, incluindo:

  • Políticas fiscais que aumentem a tributação (e consequentemente o preço) desses produtos.
  • Restrição ou proibição da propaganda, inclusive em meios digitais.
  • Adoção e/ou atualização periódica de advertências sanitárias em produtos nocivos.
  • Medidas para reduzir a disponibilidade, especialmente nas proximidades de escolas e em ambientes com crianças e adolescentes.

Ações urgentes são necessárias

As DCNTs continuam a causar muitas mortes evitáveis. É urgente pensar em um modelo integrado, sistêmico e intersetorial, especialmente porque a abordagem atual ainda é fragmentada, o que impede resultados mais efetivos.

A população, em geral, ainda associa a prevenção apenas à responsabilidade individual, ignorando os contextos sociais e estruturais, mas campanhas pontuais ou ações educativas não são suficientes para transformar comportamentos de forma sustentada.

Enquanto isso, sem políticas públicas efetivas, o impacto econômico e social das DCNTs sobrecarrega o SUS e toda a sociedade. É preciso tomar ações urgentes, e a sociedade civil tem um papel essencial nesse processo.

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