A maior parte dos fumantes dá o primeiro trago antes dos 18 anos e, a cada dia, mais de 100 mil crianças começam a fumar em todo o mundo, fazendo com que o tabagismo seja considerado uma doença pediátrica. E para conquistar crianças e adolescentes, a indústria do tabaco usa diversas estratégias na fabricação dos cigarros e outros produtos, além de muito marketing para vendê-los, sempre para passar a sensação de que são legais, gostosos e feitos para adultos conscientes. A preocupação é tão grande que a Organização Mundial da Saúde está chamando a atenção para o tema, no Dia Mundial Sem Tabaco 2025, celebrado em 31 de maio, com a campanha Desmascarando a indústria do tabaco: expondo as táticas das empresas para deixar os produtos de tabaco e nicotina mais atrativos.

O uso de aditivos de aroma e sabor é uma dessas táticas usadas para aumentar a atratividade, provocando a curiosidade e estimulando os adolescentes a experimentarem produtos de tabaco.  Mesmo proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária desde 2012, os aditivos continuam sendo usados pelos fabricantes. Diversas ações judiciais da indústria vêm atrasando em mais de 12 anos a efetivação da medida – atualmente, a principal delas aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, mais de mil novos produtos saborizados foram inseridos no mercado brasileiro.

Na ACT, nos aliamos a parceiros em mobilizações nas redes sociais, e entre vários destaques interessantes temos um vídeo do canal de Youtube Olá Ciência que conta, em detalhes, os danos dos aditivos. Também participamos de duas ações em 28 de maio: uma sessão solene no Congresso Nacional e um evento da Organização Pan Americana da Saúde, e de eventos comemorativos da data em várias cidades. E estamos com novo conteúdo na nossa página: saborquemata.org.br

E nunca se esqueça: o tabagismo mata 173 mil pessoas por ano no Brasil, 477 por dia. Os custos diretos com tratamento de doenças associadas ao fumo e indiretos com perda de produtividade e aposentadorias precoces passam de R$112,2 bilhões por ano, enquanto as empresas pagam somente cerca de 7% desse montante em impostos federais. A conta não fecha.