14 de maio de 2025
Rosa Mattos
Que as indústrias de produtos ultraprocessados provocam danos à saúde e devem ser evitados, muita gente já sabe. Mas o pacote de maldades é maior, e os impactos negativos incluem também danos ao meio ambiente, desde a produção até o descarte. Para reunir e resumir dados de pesquisa científicas sobre o tema, acaba de ser lançada a ficha informativa “Impacto ambiental dos ultraprocessados: danos à saúde da população e do planeta”, que está disponível para download gratuito, aqui, com versão em português e tradução para o inglês. Baixe a sua!
Além das doenças associadas a estes produtos, a ficha mostra como os ultraprocessados são responsáveis pelo aumento do impacto ambiental ao longo das últimas décadas no uso energético, perda de biodiversidade, emissões de gases do efeito estufa, uso da terra, da água e do plástico.
Quais as soluções?
O fact sheet também aponta para soluções e o caminho para a mudança. Um spoiler: reciclagem é uma iniciativa necessária, mas insuficiente. A regulação dos ambientes alimentares e redução do consumo de ultraprocessados é benéfica não só para a saúde da população, mas também para o meio ambiente.
“O Estado tem o dever de garantir políticas públicas eficazes em promover dietas saudáveis e sustentáveis. Essa é uma responsabilidade perante os direitos à alimentação adequada, à saúde e a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, previstos na Constituição Federal”, afirma um trecho do documento.
“Impacto ambiental dos ultraprocessados: danos à saúde da população e do planeta” foi escrita por um grupo de pesquisadoras e especialistas brasileiras, e tem assinatura da ACT Promoção da Saúde, Instituto Desiderata, Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), FIAN Brasil e Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP).