No mês de abril, o Governo anunciou um decreto que determina a elevação de preços do cigarro. A alíquota específica do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros subirá de 2,25% para 3,5% e o preço mínimo do maço de cigarros sairá de R$6,50 para R$7,50. Esse aumento, apesar de necessário, não é suficiente considerando a inflação acumulada e o crescimento da renda da população. Segundo especialistas, o preço mínimo deveria ser em torno de R$10,00. Embora esse seja um passo importante para desencorajar o consumo, defendemos uma elevação ainda maior. Afinal, o preço ainda está baixo, e o barato sai caro.

Para mobilizar a sociedade sobre o preço do cigarro, sua atualização e reivindicar um aumento ainda maior, a ACT Promoção da Saúde lançou em abril uma nova edição da campanha ‘Barato que Sai Caro’, em parceria com a Abead, IFMSA e Umane. Ela chama a atenção nas redes sociais e também em mídias tradicionais para o fato de que o cigarro no Brasil é um produto ainda muito barato em comparação com outros países. O Brasil está entre os países com os preços mais baixos do mundo e é o terceiro menor na América Latina.

E as consequências disso são elevadas. Um estudo encomendado pela ACT ao Instituto de Efectividad Clínica y Sanitária (IECS), da Argentina, mostra que uma queda de 30% no consumo de tabaco no Brasil poderia salvar mais de 139 mil vidas em 10 anos e evitar cerca de 66 mil casos de câncer, 97 mil de problemas cardíacos, 223 mil de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e 78 mil derrames.

A queda de 30% na prevalência do fumo representaria uma economia de R$ 136,7 bilhões, sendo R$ 71,2 bilhões em gastos diretos com o tratamento de doentes, R$ 45,1 bilhões referentes à perda da produtividade decorrente de incapacidades e mortes precoces, e ainda, R$ 20,4 bilhões da expectativa com a arrecadação de impostos.

Precisamos reverter esse cenário, precisamos que o preço do cigarro seja elevado e constantemente atualizado para acompanhar a inflação e renda. Conheça mais a campanha no site Barato que Sai Caro.