Atividade física

A inatividade física, ao lado do tabagismo, do uso abusivo de álcool, da alimentação inadequada e da poluição do ar, é um dos principais fatores de risco para DCNTs. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o sedentarismo mata cerca de cinco milhões de pessoas anualmente.

Diretrizes da OMS recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para adultos e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. No entanto, segundo o Vigitel, apenas 42,3% dos brasileiros praticaram o mínimo recomendado em 2024.

Políticas de incentivo à atividade física são uma das intervenções mais custo-efetivas para promover a saúde, mas ainda é preciso avançar mais. Já sabemos que ambientes saudáveis promovem escolhas saudáveis, e no caso da atividade física isso significa pensar o espaço urbano e os meios de deslocamento de forma a ampliar a mobilidade ativa e o acesso a locais em que a prática possa ser realizada de forma adequada e segura, considerando especialmente grupos populacionais de maior vulnerabilidade e/ou menor renda.

Projetos de gratuidade no transporte público, conhecidos como “Tarifa Zero”, vêm obtendo bons resultados nos territórios que os implementaram. Além disso, programas comunitários e de apoio à prática de atividade física nas escolas, inclusive no contraturno, também são essenciais, assim como ações contínuas de vigilância e capacitação de profissionais da saúde.

Outra dimensão importante é a regulação do patrocínio de eventos esportivos. Atualmente, marcas de produtos nocivos para a saúde, como refrigerantes, cerveja e ultraprocessados, patrocinam competições diversas, abarcando desde corridas de rua até a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Isso é uma estratégia usada pelas indústrias para tentar manipular a opinião pública, afastar a imagem de seus produtos dos danos que eles causam e tentar aumentar suas vendas e lucros, objetivo totalmente incompatível com a promoção da saúde.

Assim como foi feito com a proibição do patrocínio de cigarros, outros produtos que causam DCNTs e agravos de saúde não podem ter a sua imagem associada à atividade física e a prática de esportes.

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