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Nicotina não prejudica saúde dos fumadores (27/6/2006)
ACTBR

Fonte: PortugalDiário

2006/06/26 | 21:17
Cientista chinês garante mesmo que substância pode ser usada no tratamento de doenças como Alzheimer ou Parkinson
 
Um cientista chinês garante que a nicotina não só não prejudica a saúde dos fumadores, como também pode ser usada no tratamento de doenças como a de Alzheimer ou de Parkinson.

Zhao Baolu, membro da Academia Chinesa das Ciências, estuda, há 20 anos, os efeitos da nicotina, um estimulante que se considera ser o principal causador do vício do tabaco, tendo agora divulgado os resultados das suas investigações em várias publicações científicas, entre ela o «Jornal Britânico de Farmacologia».

Fazendo experiências com ratos, há sete anos, Zhao notou que os roedores a quem se administrou doses de nicotina (o equivalente em humanos a dois maços de cigarros por dia) são menos propensos a contrair problemas neurológicos, como os das doenças de Parkinson ou Alzheimer.

Isto porque a nicotina actua como antioxidante, que «blinda» os neurónios (células cerebrais), e protege-os de outras substâncias que causam aquelas doenças.

«A nicotina não é tóxica apenas vicia», destacou Zhao, numa entrevista à agência espanhola EFE, em que negou qualquer ligação das suas investigações a interesses das empresas tabaqueiras.

«Não sou a favor de que se fume porque há outros componentes do cigarro que prejudicam a saúde», como o alcatrão, salienta o cientista que garante que os produtores de tabaco «não vão festejar esta descoberta».

Zhao pede que os seus trabalhos não sejam mal interpretados:

não se trata de fumar para prevenir doenças neurológicas mas sim de usar a nicotina, em estado puro, em doses cientificamente calculadas e só em pacientes que precisem dela.

Esses pacientes seriam pessoas que tivessem começado a evidenciar sintomas de problemas neurológicos ou propensas a tê-los por herança genética (aqueles cujos pais sofreram doenças desse tipo).

O cientista adiantou que, depois do êxito das experiências em cobaias, pretende fazer ensaios clínicos em humanos, embora lamentando que, de momento, «por falta de dinheiro» não possa iniciá-las.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=700386&div_id=291

 
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