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EUA: não-fumantes só estão protegidos onde é proibido fumar (28/6/2006)
ACTBR

Fonte: Estadão
Ciência e Meio Ambiente

27 de junho de 2006

É o que afirma o secretário do país, Richard Carmona

AP

WASHINGTON - Áreas separadas para fumantes não ajudam muito: apenas os prédios e lugares públicos em que é proibido fumar protegem verdadeiramente os não-fumantes dos malefícios de respirar a fumaça de tabaco de outras pessoas, diz um relatório do chefe do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos.

Cerca de 126 milhões de não-fumantes são expostos à fumaça de outras pessoas, o que o chefe da Saúde Pública, Richard Carmona, chama repetidamente de "fumo involuntário", que coloca as pessoas em risco crescente de morte por câncer de pulmão, doenças cardíacas e outros distúrbios.

Além disso, não há nível seguro de exposição à fumaça de outra pessoa, declara o relatório divulgado nesta terça-feira - uma conclusão que, com certeza, dará mais energia aos já crescentes esforços para a proibição do cigarro em lugares públicos em toda a nação. Quatorze Estados criaram o que são consideradas leis abrangentes de proibição do cigarro em locais de trabalho, que incluem restaurantes e bares.

Mas o secretário está especialmente preocupado com as crianças, que não podem escapar do vício de seus pais em busca de ar puro: mais de uma em cada cinco crianças é fumante passiva em casa, onde as proibições contra o fumo em locais do trabalho não valem. Essas crianças correm um risco maior de sofrer Síndrome da Morte Súbita Infantil (Sids); infecções pulmonares como pneumonia; infecções de ouvido; e asma.

"O debate acabou. A ciência é clara. Fumar passivamente não apenas incomoda, é uma séria ameaça à saúde", disse Carmona.

Ele pediu aos pais que fumem fora de casa, se não conseguem parar ou enquanto estiverem tentando largar o vício, não colocando em risco, assim, a saúde de seus filhos, que são especialmente vulneráveis às substâncias tóxicas do cigarro.

Para todos os outros, "fique longe dos fumantes", disse Carmona.

O relatório não deve surpreender os médicos. Ele não é um novo estudo, mas uma compilação das melhores pesquisas sobre os fumantes passivos. Trata-se do documento federal mais abrangente desde o relatório do último chefe da Saúde Pública sobre o assunto, em 1986, que declarou que o fumo passivo é uma causa de câncer de pulmão em não-fumantes.

Desde então, diversas outras agências de saúde ligaram o fumo passivo a doenças cardíacas e outros distúrbios. No começo deste ano, autoridades sanitárias da Califórnia estimaram que o fumo passivo mata cerca de 3.400 americanos não-fumantes por ano de câncer de pulmão, 46 mil de doenças do coração, e 430 de Sids.

 
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