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Muito além da dependência química (4/6/2007)
Paula Johns

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/portal/Antidrogas/5903.html


O Engenheiro civil Alberto Manoel Colares Soares, 53 anos, fumou durante 35 anos. Até os 20 era fumante ocasional. A partir daí passou a andar com o maço no bolso. O cigarro virou seu companheiro em todos os momentos. Tudo era motivo para dar uma tragada, desde uma promoção na empresa à perda de um parente. Era uma carteira, passou para duas, três; Chegou a consumir cinco maços por dia. Tentou largar o hábito por cinco vezes. Mas só na última tentativa, em abril de 2006, teve sucesso. E no Dia Mundial Sem Tabaco, tem muito a comemorar.


”Foi uma decisão pessoal. Resolvi eliminar essa fantasia que é o cigarro da minha vida. É uma atitude que requer conhecimento sobre os malefícios dessa droga e muita determinação pois cresci achando que fumar era algo normal, natural”, diz o Engenheiro. Em sua adolescência, conta, colocar o cigarro na boca era sinônimo de liberdade. Era chique. Na televisão, recorda, a indústria do tabagismo condicionava a droga a situações agradáveis,como um encontro amoroso ou uma aventura nas montanhas. Os comerciais convidavam a todos para “momentos de prazer”.


Alberto Soares começou a repensar sua relação com o cigarro há 15 anos, quando foi percebendo que o problema era muito mais psicológico do que químico. “As crises de abstinência causadas pela ausência da nicotina você consegue resolver com os adesivos e medicamentos. Mas tirar da cabeça que o cigarro dá prazer, que faz companhia, é uma batalha pessoal e árdua”, constata.


Assim que abandonou o cigarro o Engenheiro começou a escrever sobre os males causados pela droga. Os relatos estão no livro “Você só não pára de fumar se não quiser”, lançado em agosto de 2006 pela Editora Livro Rápido - Elógica. Inspiração não faltou e o resultado está em 188 páginas. “Não é um desabafo. É um alerta para que as pessoas não deixem o cigarro ditar as regras de suas vidas”, adianta.


Dependência - Para a Psicóloga do Instituto Raid, Alda Roberta Campos, é difícil separar a dependência psíquica da química. Mas, explica, essa última é, certamente, a mais fácil de resolver. Substituir o cigarro pela nicotina presente, por exemplo, nos adesivos usados no tratamento contra tabagismo, não é difícil. A dosagem da droga vai sendo reduzida aos poucos até ser eliminada.


”Há as crises de abstinência, que são naturais no processo de desmame da droga. Mas aí vemos o quanto é o hábito de levar o cigarro à boca, de fazer as tarefas do a dia-a-dia fumando que são as mais difíceis”, diz. Por este motivo, argumenta, não adianta simplesmente proibir o cigarro. O acompanhamento psicológico para os fumantes e as campanhas educativas para as novas gerações, acredita, são ações fundamentais.


Foi graças a uma ação educativa na escola da filha de 13 anos que a Operadora de Telemarketing Katia, decidiu por um ponto final na “relação” com o cigarro. Hábito que fazia parte de sua vida desde os 18 anos. Era uma maço por dia, mas em momentos de tensão ou de festa consumia três. “Ela aprendeu sobre os males do cigarro na escola e começou a me questionar: Mãe, você quer morrer?. Só assim tive coragem”, conta Katia.


Há quase um ano livre da nicotina, Katia procurou ajuda para se livrar do cigarro. O número de sua “salvação”, o Disque Pare de Fumar, ela encontrou no próprio maço de cigarro. No início usou os adesivos. Hoje, mantém o acompanhamento psicológico. Já tem o certificado de seis meses livre do cigarro e está prestes a receber o de um ano. “Eu estava uma caveira. Desde que parei engordei 12 quilos. Meu prazer é tomar um banho, colocar perfume passar horas cheirosa”, afirma


Autor: DIÁRIO DE PERNAMBUCO-PE

Fonte: OBID

 
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