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Os fumantes e as licenças médicas (2/4/2007)
Mônica Andreis

Os fumantes e as licenças médicas

       LONDRES, 2 de abril de 2007 - O fumo não é apenas uma questão de saúde. Os fumantes também precisam tirar oito dias a mais de licença médica por ano e têm maior probabilidade de desempenhar mal seu trabalho quando comparados aos não-fumantes. Estas são as conclusões de dois novos estudos recém-publicados.
         Os fumantes da Suécia tiraram dois dias a mais de licença médica, segundo pesquisadores da Free University de Amsterdã. Outro levantamento sobre o avanço na carreira de mulheres que entraram para a Marinha dos Estados Unidos descobriu que as fumantes tinham desempenho pior.
         O cigarro é a segunda principal causa de mortes em todo o mundo, matando um em cada dez adultos, além de ser o quarto fator de risco mais comum de surgimento de doenças, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). As pessoas que fumam tendem a escolher ocupações mais arriscadas e têm pior estado de saúde, disseram os pesquisadores.
         "O tabagismo pode ser simplesmente um sinal da presença de outros fatores estruturais, como o inconformismo e a tendência a assumir altos riscos, que contribuem para um pior desempenho", escreve o pesquisador Terry Conway, da Universidade Estadual de San Diego, em artigo publicado na revista britânica Tobacco Control, editada pela Associação Médica Britânica.
         No estudo sueco, Petter Lundborg e seus colegas analisaram dados sobre licenças médicas de 14 mil profissionais entre 1988 e 1991. No período, os fumantes tiraram 11 dias a mais de licença devido a problemas de saúde que os não-fumantes, número que foi corrigido para oito dias a fim de refletir a natureza das ocupações e o estado de saúde inicial.
         Os fumantes suecos tiraram, em média, 34 dias de licença por razões médicas por ano, comparativamente aos 20 dias tirados por aqueles que nunca fumaram e aos 25 dias tirados por ex-fumantes. Com média de 25 dias por ano de licença médica por profissional, o número de faltas provocadas por motivos de saúde na Suécia é o mais alto entre os países-membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
         A média norte-americana é de nove dias. "Os resultados sugerem que políticas para reduzir e/ou prevenir o fumo também podem diminuir o número de dias de licença médica", destacam Lundborg e seus colegas na Tobacco Control.
         Países da União Européia como Irlanda, Itália, Malta, Espanha e Noruega proibiram o fumo em locais públicos. O Reino Unido deve introduzir a mesma proibição em meados deste ano.
(Bloomberg News - Gazeta Mercantil)

 
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