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Drogas lícitas e ilícitas aumentam infertilidade (10/9/2007)
Fabiana Fregona

Automedicação e consumo de álcool, cigarro, cocaína e maconha reduzem chances de engravidar

Flávio Novais

A automedicação e o consumo de drogas são dois fortes inimigos para quem quer ser mãe. Ou pai. O alerta é dos especialistas, cada vez mais preocupados com a incidência dos problemas causados pela grande ingestão de remédios sem prescrição médica e o uso das substâncias ilícitas, como a maconha e a cocaína, ou lícitas, como o álcool e o cigarro. De acordo com as pesquisas, aproximadamente 15% da população brasileira em idade fértil sofre com as dificuldades em gerar um filho devido aos distúrbios causados nos aparelhos reprodutores devido aos hábitos.

O balconista da farmácia pode se transformar de um amigo confiável a um vilão de uma história de final trágico. A equivocada orientação do vendedor corre o risco de atrapalhar de vez aquela mulher que deseja engravidar, esteja em um período fértil ou não. "Alguns medicamentos como sedativos e antidepressivos modificam a prolactina e, conseqüentemente, ela pode deixar de ovular", explica o ginecologista Joaquim Roberto Lopes, especialista em reprodução humana, referindo-se à prolactina, hormônio que controla a ovulação, dentre outras funções.

Em muitos casos, os efeitos colaterais não são percebidos. Em outras ocorrências, a mulher deixa de menstruar. De acordo com Lopes, que há dois meses participou do 23º Encontro Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, evento realizado em Lyon, na França, outros medicamentos também geram mais inconvenientes. "Os antiinflamatórios, por sua vez, inibem a fabricação da prostaglandina, muito importante em todo o processo reprodutivo, tanto na fecundação, como na própria evolução da gravidez", explica.

O abuso no consumo do cigarro é outro fator que impede a fertilização mais rápida e saudável. O tabaco produz uma diminuição na vascularização do ovário. Segundo o especialista, caso a fumante seja uma compulsiva, de vários maços por dia, vai dificultar a ovulação, além de provocar um risco de abortamento, de a criança nascer de um parto prematuro e, ainda, com um peso bem menor do que o normal.

O aviso serve também para os homens. O cigarro, consumido também em doses maiores do que as normais, pode afetar a essência genética do cromossomo, comprometendo a qualidade do esperma.

O álcool é outra droga que afeta a qualidade do poder de reprodução tanto do homem, que sofre com a redução da qualidade e da quantidade do esperma, como da mulher, que terá problemas durante os nove meses de gestação. "Para a avaliação, o exame indicado é a ultra-sonografia com a Dopller fluxometria, que avalia o aporte sanguíneo a diversos órgãos", explica o médico Joaquim Lopes.

Já as drogas ilícitas também possuem um poder devastador. No homem, a maconha faz o espermatozóide perder a força para subir até a trompa, impossibilitando a fecundação. A cocaína, por sua vez, reduz a libido e aumenta o número de espermatozóides com a fragmentação do cromossomo. Nas mulheres, danifica os gametas, o que compromete a incapacidade de engravidar.

Diante de tantas situações, o ginecologista ensina que o primeiro passo é a adoção de medidas educativas, como a redução no consumo das drogas. "Pode-se, ainda, minimizar a situação prescrevendo medicamentos que vão estimular a ovulação", completa Lopes.

 
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