Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Charme do narguilé vira mania em bares e cafés de Rio Preto (29/1/2007)
Paula Johns

Fonte: http://www.bomdiariopreto.com.br/index.asp?jbd=1&id=53&mat=61786

Charme do narguilé vira mania em bares e cafés de Rio Preto
Sidnei Costa/Agência BOM DIA 
Bianca mostra alguns tipos de narguilé que vende; a procura é de 20 por mês 

A mania ganha adeptos em bares de São Paulo há um ano e meio. Agora começa a ser vista em Rio Preto. Tem quatro nomes: narguile, com sílaba tônica no gui, narguilé, arguile e shisha.

É utilizado por fumantes exigentes, na maioria jovens, que não se contentam com fumo de cigarro, e apreciam o tabaco amaciado com essências triviais, a de duas maçãs, ou exóticas, a de margherita (tequila com limão).

Os rio-pretenses Guilherme Bastos, 18, e Marcos Murad, 18, são adeptos há um ano. “Depois que conheci o narguilé, abandonei o cigarro“, diz Guilherme.

O Emporium do Tabaco, na rua General Glicério, está surfando nessa nova onda e já vende de quatro a cinco narguilés por semana. “Com certeza, ficamos na faixa dos 20 por mês”, afirma Bianca Negri de Sá, proprietária.

Ninguém tem certeza sobre a origem do narguilé, mas prevalece a versão de que é egípcio. Bianca vende de três origens. “O melhor acabamento é o do chinês, que é o mais caro”, diz ela. Os egípcios custam de R$ 84,90 a R$ 219. Os iranianos, de R$ 149 a R$ 169. E os chineses, de R$ 129 a R$ 299.

“É um grande atrativo para fazer amizades”, resume Rodrigo Reinato, sócio e marido de Bianca.

Mas o Ministério da Saúde adverte: fumar, mesmo com o charme do narguilé, faz mal à saúde.

Bar proíbe uso nas férias
O chefe de segurança do bar Vila Dionísio, Ionício Gomes Bispo, o Neno, afirma que a casa optou por proibir o uso de narguilé no período das férias.

“A casa fica muito cheia nesta época. Vem gente de toda a região e houve dia que o narguilé foi usado para consumo de drogas ilícitas”, afirma.

Para preservar o que ele chama de bom nome da casa, o segurança optou pela proibição temporária.

“Quando o movimento acalmar, a gente volta a liberar o uso. Conhecemos bem nossos clientes e nunca tivemos problemas com eles. Já houve noite em que cinco mesas reuniam fumantes de narguilé”, afirma.

Há mais de 50 tipos de essência
No Emporium do Tabaco há 56 essências diferentes para uso em narguilé. O preço de cada embalagem varia de R$ 3,80 a R$ 5,50.

O narguilé simboliza a hospitalidade, serenidade e a harmonia. É para ser fumado em grupos. Os adeptos fumam reunidos para conversar. É um comportamento coletivo embora o conceito seja individual.

O equipamento tem várias peças: corpo ou jarro, aro ou forninho, tubo ou mangueira e piteira.

O jarro é a peça central do narguilé e se parece com um decantador. Nessa parte vai a água que limpa e esfria a fumaça do tabaco e absorve parte da nicotina. Geralmente é feita de vidro ou metal, mas há algumas mais elegantes feitas de porcelana com decorações pintadas em dourado, prateado ou coloridas em diversas cores.

O tabaco é colocado no forno, fornilho ou forninho, no topo do narguilé, que é perfurado e coberto com um aro cilíndrico para que a brasa seja protegida do vento.

O tubo transmite a fumaça do narguilé.

Pode haver mais de um tubo em um narguilé para que uma ou mais pessoas possam fumar juntas.

A piteira é colocada na extremidade do tubo e é a parte que fica em contato com o fumante.

Os adeptos costumam levar seus narguilés às baladas ou bares, como faz Marcos Murad, que comprou o seu, usado, por R$ 100. Mas há casas que já alugam o equipamento por hora.

Internet dá detalhes sobre uso e produtos
Qualquer pesquisa rápida na internet mostra que séculos antes de virar mania no Brasil, o narguilé é usado em vários países, como Líbano, Síria, Turquia, Jordânia, Grécia, Egito, Líbia, Tunísia, Iêemen, Irã, Índia, Afeganistão e China.

Os sites sobre narguilé contam que a Síria possui uma próspera indústria voltada ao narguilé e exporta uma variedade impressionante desses produtos.

No Egito, mais que em qualquer outro país, narguilés estão em toda parte.

No Irã, as mulheres, sozinhas ou acompanhadas do marido ou mãe, se encontram nos cafés tradicionais, em uma atmosfera de feriado: sentam-se em um tapete, bebem chá, comem algumas sementes de girassol, fumam um narguilé e conversam.

O narguilé chinês tem uma forma peculiar: parece um grande isqueiro decorado. O corpo pequeno é projetado para encaixar pequenos pedaços de tabacos em dois ou três lugares.

Fumar é tradição familiar em Mirassol
Para o analista de sistema de Mirassol Manoel Batista Pinheiro Filho, 34 anos, fumar narguilé é um prazer e tradição de família.

“A cada dois anos minha família se reúne e logo depois da refeição todos fumam narguilé”, diz.

Pinheiro Filho tem ascendência árabe. O primeiro narguilé que ganhou foi de um amigo que viajou para as Ilhas Maldivas (no oceano Índico).

“Me ligou para perguntar o que eu queria. Pedi o narguilé”, afirma.

Pinheiro Filho diz que fuma aos fins de semana. Segundo ele, seus amigos e sua namorada não adquiriram o costume, mas em reuniões acabam “entrando na roda”.

“Fumo com água dentro do recipiente. Não gosto com bebidas alcoólicas.” Ele diz que seu outro costume é fumar cachimbo. “Cigarro, eu consegui parar.”

27/1/2007Júlio Cezar Garcia (juliogarcia@bomdiariopreto.com.br)
 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2