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Narguilé equivale a 100 cigarros (23/1/2009)
agência Clica Brasília

O cheiro agradável das essências usadas no narguilé são um convite para juntar uma roda de amigos e passar o tempo. Apesar de ser um jeito mais charmoso de fumar, a diversão de origem indiana é mais danosa para o organismo que o cigarro. Em uma sessão, o consumo de tabaco pode equivaler a mais de 100 cigarros.

O alerta está em um artigo de revisão do pneumologista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Viegas, publicado na edição de dezembro do Jornal Brasileiro de Pneumologia.

Viegas explica que o malefício ocorre, entre outros motivos, porque uma sessão de narguilé expõe o adepto a um período longo de contato com a nicotina. “Em uma roda, se a pessoa gasta duas horas, vai fumar muito mais tabaco que se fumasse cigarros.” Enquanto um cigarro leva de 5 a 7 minutos para acabar e propicia de 8 a 12 baforadas, um encontro onde há narguilé dura de 20 a 80 minutos e pode render entre 50 e 200 baforadas.

CARVÃO - Outro problema do passatempo está na junção da fumaça do tabaco aromatizado, que já é prejudicial à saúde, com a do carvão utilizado para queimá-lo. A combinação põe o indivíduo em contato com mais nicotina, cromo e chumbo, que são metais pesados. “As substâncias se depositam no organismo e não são eliminadas”, diz.
Embora alguns adeptos acreditem que a água colocada na base do narguilé minimize os efeitos prejudiciais da fumaça, Viegas afirma que a água não influi e não filtra nada. As consequências podem ser ainda piores se a água for substituída por alguma bebida alcoólica.

Os prejuízos à saúde, entretanto, não assustam o público. Andreza Oliveira, 31, vendedora de uma loja de artigos indianos na Feira dos Importados, omite quantos narguilés são vendidos por semana, mas garante que o produto tem boa saída. “Vende bastante. Vai chegando, as pessoas compram, e a gente repõe”, diz. Os preços são convidativos. Um modelo simples sai por cerca de R$ 70,00. As pastas aromatizadas custam em média R$ 8,50.
 

CHARME
Ao lado do narguilé, há outras formas de consumo de tabaco que parecem inofensivas, mas causam sérios prejuízos. O charuto, símbolo de sofisticação e uma das marcas registradas do estadista inglês Winston Churchill, pode conter tabaco equivalente ao de 200 cigarros.

A concentração, por si só, já é danosa, mas há um problema a mais no charuto. O fumo utilizado nele tem o PH mais alcalino por ser secado ao sol, e não em forno, como ocorre na produção de cigarros. Essa característica faz com que os componentes da fumaça sejam absorvidos mais facilmente pela mucosa da boca, afetando o organismo, mesmo que não se trague a fumaça.

O empresário João Felipe Estrela, 33, fundador da Confraria Epicurista do Planalto, com 200 integrantes, fuma nos encontros do grupo, realizados uma vez por semana. "Como é consumido esporadicamente, acredito que não haja problemas. O problema, para mim, é o consumo excessivo", diz.

A opinião é compartilhada pelo funcionário de uma loja especializada na Feira dos Importados, Branco Coelho, 33. Ele não fuma cigarros, mas acha natural degustar um charuto em ocasiões especiais. “A última vez foi há três meses”, diz. Na loja, que disponibiliza um espaço para os apreciadores, cerca de 70% dos clientes estão na faixa dos 30 anos. São, em geral, homens que pagam até R$ 135,00 por uma unidade e fumam em um momento de lazer com os amigos.
Segundo o professor Carlos Viegas, ainda que o narguilé e o charuto sejam consumidos muitas vezes em uma frequência diferente do cigarro e num contexto de mais sofisticação, o melhor é evitar o tabaco, qualquer que seja a fonte. “Não existe forma segura de consumo de tabaco.”
UnB Agência

 

 
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