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Maior exportadora de fumo aposta em marcas consumidas internacionalmente (2/12/2005)
ACTBR

30/11/2005 - 17:47
Fonte: Monitor Mercantil Digital
 
SOUZA CRUZ

Dólar faz lucro recuar 20%

A Souza Cruz, maior exportadora mundial de fumo e líder do mercado nacional de cigarros, aposta em marcas consumidas internacionalmente para poder crescer. Os resultados da empresa, neste ano até setembro, tiveram forte impacto da variação do câmbio. Apesar do aumento em 13% do volume embarcado de fumo para o exterior, no período, a queda do dólar frente ao real significou um lucro líquido de R$ 488 milhões, inferior em 20% ao resultado de janeiro a setembro do ano passado.

A queda do dólar não provocará, a princípio, aumento de preços ao consumidor. Esse aumento depende mais de questões tributárias. "Sessenta e cinco por cento do preço do cigarro são tributo, o que deteriora a nossa margem. Se o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) subir, terá que ter reajuste de preço. É difícil prever", disse o diretor do Departamento Jurídico, Antônio Rezende, sobre a política de revisão de tarifa a cada noventa dias.

Mercado informal

O principal freio à alta dos preços ao consumidor é o risco de aumento do mercado informal. "O aumento do preço gera ilegalidade, consequentemente, perda de volume. Isso deterioraria o mercado", disse Rezende. Ao contrário dos temores, neste ano até setembro, os números revelam queda do contrabando de cigarro, de 5,9%, e da participação do mercado informal, em 30,6%, nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A pressão nos negócios da Souza Cruz, subsidiária da British American Tabacco, vem principalmente do aumento de 3,9% na participação de outras empresas no mercado nacional de cigarros, excluindo a principal concorrente, a Philip Morris, cuja participação recuou 0,5%, no ano até setembro. O volume de vendas de outras empresas no mercado formal cresceu 42,5%, a 11,3 bilhões de cigarros, no período.

"Outras empresas começaram a migrar do mercado informal para o formal, o que é danoso à nossa empresa", disse o gerente de Relações com Investidores da Souza Cruz, Paulo Ayres, ontem, em reunião com investidores, promovida pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-Rio), na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Inovação da engenharia

Para o próximo ano, não há expectativa de investimentos relevantes, segundo o gerente de RI. A estratégia de crescimento dos negócios da Souza Cruz são as marcas internacionais. "A companhia percebe que o crescimento dela está ligado a marcas internacionais, para que as pessoas tenham o sentimento de consumir algo consumido no mundo inteiro", disse Paulo Ayres. Essas marcas internacionais são Lucky Strike - crescimento de vendas de 55% nos nove primeiros meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2004 -, Kent - aumento de 45% - e Pall Mall, lançado em setembro passado.

O diretor jurídico informa que, além das marcas internacionais, há preocupação com o atendimento de públicos específicos e a tecnologia dos produtos. "A empresa trabalha na inovação da engenharia do cigarro todo. Desde o blend (mistura de fumo) ao triplo filtro, a percepção de fumaça. Trouxemos a possibilidade de adaptação do fumo oriental ao produto nacional, por exemplo. Tem marcas regionais e investimos nas internacionais, buscando a identidade com o cliente", disse Antônio Rezende.

Serviços compartilhados

Durante sua apresentação aos investidores, o diretor destacou a importância do crescimento dos serviços compartilhados pela companhia. Agrega valor, reduz custos e algumas dessas empresas, criadas pela Souza Cruz (como por exemplo um datacenter), já prestam serviços a outras empresas, o que aumenta seu lucro, informou.

O número de processos judiciais contra a empresa, segundo o diretor jurídico, está na ordem de 400. "Isso é o que os bancos recebem por semana de processo", disse Rezende. O único cigarro da Souza Cruz a apresentar queda no desempenho foi o Derby, devido ao aumento das vendas de marcas com maior valor agregado, segundo o gerente de RI.

Por Daniela Pizzolato - Especial para o Monitor

 
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