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Reajuste do tabaco é fixado em 13,1% (25/3/2009)
Gazeta do Sul

http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=110725&intIdEdicao=1736

Passados mais de três meses do início das discussões em torno do reajuste para a safra de tabaco 2008/2009, representantes dos produtores e indústrias chegaram a um acordo na tarde de ontem. Com o acerto, o produto vai ser reajustado em 13,1% e o protocolo para comercialização, que garante dentre outras vantagens a compra de toda a produção, foi assinado.

Até chegar ao índice definitivo, tanto os dirigentes da cadeia produtiva quanto as empresas precisaram realizar duas reuniões. A primeira ocorreu segunda-feira e terminou sem acordo, mas com indicativos de que seria acertado um novo índice. Ontem, as fumageiras voltaram a conversar com as federações e, após muitas negociações, foi anunciado o percentual definitivo.

Inicialmente o pedido dos agricultores era de 27,9%. Entretanto, as empresas alegaram que não teriam condições de pagar tanto pois estão com dificuldades para obter crédito. O argumento foi aceito e a categoria acabou cedendo.

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner, explicou que a decisão de retroceder nas negociações e acordar um valor bem menor está baseada no que ocorreu no ano passado. Segundo ele, em 2008 a safra terminou remunerada em 26,09%, sendo que a tabela fixada havia sido de 7,6%. “Esse ano verificamos uma média de 12,6% sendo paga, mas o preço praticado era em torno de 16,5%”, disse.

Ao aceitar meio ponto percentual e fixar o índice de reajuste em 13,1% os produtores calculam um aumento de R$ 23,9 milhões na arrecadação dessa safra. A possibilidade de ser praticado um percentual maior não está descartada, mas vai depender da classificação. Com a definição do reajuste, o quilo de tabaco da classe BO1, variedade Virgínia, a mais valorizada, passa a valer R$ 7,07 ou R$ 106,05 a arroba.

PROTOCOLO

No encontro também ficou acertada a forma de pagamento que, nas maiores empresas, será efetuado em quatro dias pelo valor à vista. As que pedirem mais prazo terão que negociar diretamente com os produtores. “Essa negociação deve ser bem acordada e possibilitar compensação financeira”, disse Werner.

Além disso, segundo o presidente, com esse acerto haverá o pagamento retroativo para quem já havia comercializado sua produção nas empresas. Estimativas apontam que cerca de 17% foi encaminhado para beneficiamento.

As entidades acertaram ainda o protocolo para comercialização, que dentre outros benefícios garante a compra de toda a produção e ainda assegura o transporte do produto para as empresas.
 

 
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