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Lei antifumo deve ser votada nesta terça-feira em SP (7/4/2009)
G1

Projeto estadual gera polêmica entre paulistas.
Caso seja aprovada, lei vai permitir cigarro apenas em casa e na rua.

Deve ser votado ainda nesta terça-feira (7) na Assembleia Legislativa o projeto de lei antifumo proposto pelo governo do estado de São Paulo. Se a lei for aprovada, o cigarro vai ser completamente proibido em bares, restaurantes, nos locais de trabalho. Não será possível nem usar fumódromos, “cantinhos” onde ainda é permitido fumar.
 

Com a lei, a pessoa praticamente só vai poder fumar em casa ou na rua. Não deixa de ser um incentivo para quem está pensando em parar de fumar e não consegue. Nas ruas, no trabalho e nos bares, a discussão está longe de um consenso.

 

Caso o projeto seja aprovado, até o fumódromo de uma empresa que fica bem no cantinho, do lado de fora do prédio, no térreo, terá que deixar de existir. Os fumantes não poderão fumar em qualquer ambiente fechado ou parcialmente fechado que seja de uso coletivo, e não importa se o espaço é público ou privado.

Só será permitido fumar em casa, em comércios que vendem cigarros e similares e em cultos religiosos em que o tabaco faça parte do ritual. Também será permitido fumar livremente nas ruas.

Nas empresas, a viagem até um local onde se possa acender um cigarro poderá se tonar mais longa. Os fumantes terão que caminhar até a rua. Mas há quem ache que a nova lei poderia acabar com o vício. È o caso da analista Patrícia Lettieri. “É bom porque força alguns funcionários a não fumarem e a se adaptarem a essa nova lei. Mas acho que vai forçar todo mundo a parar de fumar também. Vai ser muito difícil, mas vai ser um incentivo sim”, acredita.

A ex-fumante Maria Réia da Silva acredita que a nova lei só poderia ajudar quem já pensa em parar de fumar. “Aquele que não está disposto a parar de fumar de forma alguma, que você ouve o discurso eu gosto de fumar eu vou continuar fumando, esse daí é independente. Vai dar um jeito e vai fumar de qualquer jeito”, afirma.

É o caso de Maria Lúcia, que fuma há de 20 anos, mas não acende o cigarro em casa por causa das filhas. “Eu gosto e vou continuar fumando”, disse.

Enquanto em muitas empresas há uma área reservada para fumantes. Na “balada”, principalmente em bares, a cena mais encontrada é esta: fumantes e não fumantes dividindo o mesmo espaço.

“Eu não fumo. Sempre tem alguém do seu lado (fumando). A fumaça vem no rosto, acaba atrapalhando. Você sempre chega em casa com a roupa com aquele cheio de cigarro insuportável. Tem que tomar um banho”, afirma o administrador Marcelo Tunicelli.

Já em restaurantes, a divisão costuma a ser mais clara. Fumantes de um lado e não fumantes de outro. O advogado e fumante Luiz Gustavo Ramos acha que essa regra já é suficiente. “Tenho filho bem novinho. Quando saiu com ele, sento em lugar de não fumante e não me sinto incomodado. Não sinto que tem fumaça. Eu acho completamente desnecessária uma lei como essa. Acho radical”, afirma.

O economista Felipe Cruz Demarqui, que fuma eventualmente, porém, não é contra a aprovação da lei. “Apesar de ter lugares reservados para fumantes, muitas vezes acaba incomodando um pouco os outros. Então, se a lei for promulgada, tem que ser acatada e o pessoal vai ter que respeitar.”

Donos de bares e restaurantes estão com receio de perder clientes caso a lei seja aprovada. Serão eles os responsáveis por aplicar as regras em seus estabelecimentos. “Eu vou alertar o cliente. Vou chegar para ele e explicar que a lei esta em vigor. Vou colocar cartaz. Caso ele desacate eu não sei o q vou fazer”, fala o dono de bar Leonício Umburana.
 

 
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