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Restrição ao fumo faz Conjunto Nacional varrer calçadas com bitucas a cada hora (30/7/2009)
G1

Detritos se acumulam principalmente na Avenida Paulista.
Fumantes admitem remorso, mas dizem não ter opção ao chão.
Juliana Cardilli Do G1, em São Paulo

Bitucas de cigarro estão mais presentes na calçada do prédio na Avenida Paulista (Foto: Juliana Cardilli/G1)

A proibição do fumo dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, deixou o ambiente livre da fumaça, mas causou um problema nas calçadas do prédio. Agora ponto de encontro dos fumantes, as calçadas foram tomadas por bitucas de cigarro. As plantas instaladas no local também sofrem, tendo sua terra usada como cinzeiro. Para tentar manter a limpeza, o condomínio determinou que os pontos mais sujos das calçadas sejam varridos de hora em hora.

Funcionários do condomínio que estavam no local na tarde de terça-feira (28) reconheceram o erro de jogar as bitucas no chão, mas disseram não ter alternativa. “No lixo não dá para jogar porque pode queimar. Precisava de um espaço para jogar, um cinzeiro, uma lixeira especial”, disse Daniela Rosa, de 26 anos, que trabalha no prédio.

Ela admitiu ficar de consciência pesada por jogar as bitucas no chão, mas negou ser responsável por poluir os vasos de plantas. “Nelas eu não jogo, é muita maldade”. A atendente de call center Kelly Cristina Silva, de 21 anos, também reclamou da falta de opções. “A gente desce correndo para fumar no intervalo, e não tem onde jogar a bituca, não tem nem onde jogar lá dentro”, afirmou. “Na planta eu tenho dó, e no lixo pode pegar fogo”.

De acordo com Vilma Peramezza, gerente geral do Conjunto Nacional, a equipe de limpeza passa de hora em hora nos pontos mais usados pelos fumantes para recolher as bitucas, além da limpeza habitual que é feita nas calçadas. “Isso é um problema que vai surgir na cidade inteira. Os fumantes não podem querer cinzeiro em todas as calçadas. Quem anda com cachorro tem que limpar a sujeira dele, então quem fuma vai ter que arrumar um jeito de fazer isso também”, afirmou.
Segundo Vilma, desde a implantação da restrição, no dia 22 deste mês, o condomínio não enfrentou problemas com desrespeito à regra. “O apoio foi integral. As pessoas e empresas estão conscientizadas e não tivemos problemas”.

A lei estadual antifumo prevê a proibição dos cigarros nas áreas comuns, total ou parcialmente fechadas, com circulação de pessoas. Ela deve entrar em vigor no dia 7 de agosto.

 

 
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