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Antifumo nas empresas (2/9/2009)
Gazeta Mercantil

Qualidade de vida

Legislação reforçou programas de prevenção ao tabagismo realizados por algumas corporações
ADRIANA FEREZIM
Especial para a Gazeta

A lei antifumo, em vigor no Estado de São Paulo, desde o dia 7 de agosto, aboliu os tradicionais fumódromos, locais em que os trabalhadores podiam utilizar para paradas de cinco a dez minutos, para fumar. Pela lei, o consumo do cigarro só pode ser feito em área aberta, sem qualquer tipo de cobertura.

Em Piracicaba, algumas empresas desenvolvem, há pelo menos quatro anos, ações para incentivar os funcionários a parar de fumar. É o caso da Caterpillar Brasil (CAT). Segundo o gerente da Divisão Médica da multinacional, médico Walter Antonio dos Santos, com a lei foram desativados os fumódromos, criados dentro da política de incentivo à saúde dos colaboradores. "Agora, foram determinados dois espaços na área externa, totalmente abertos, que os funcionários podem utilizar, nos três turnos”. disse.

A Caterpillar está desenvolvendo projeto para, em um ano, proibir o fumo no interior da empresa, mesmo nas áreas externas. "Essa medida já foi adotada em algumas plantas da empresa nos Estados Unidos, há cerca de um ano e meio. Vamos aplicá-la também aqui no Brasil".

Hoje, 13% dos funcionários, quase 500 pessoas, fumam. “Acredito que dentro de um ano teremos muitos benefícios e com a nova medida, muitos devem parar ou reduzir o tabagismo, porque não vão querer ir até a rodovia para fumar".

Na CAT, os fumantes recebem, durante as consultas e exames periódicos, informações sobre os malefícios do tabagismo. Para aqueles que têm vontade de parar de fumar é indicado tratamento.

DEDINI. O Programa de Prevenção ao Tabagismo e Outras Drogas na Dedini Indústrias de Base é aplicado há mais de quatro anos, como parte da política de ações de qualidade de vida dos seus funcionários e do sistema de gestão de responsabilidade social do grupo, segundo informou por e-mail, Elisabeth Adamoli Simões, gerente de benefícios.

Ela explica que o programa segue "a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera a dependência química e tabagismo, doenças crônicas, progressivas, que levam ao óbito e que são causas de implicações físicas, neurológicas e psíquicas para os indivíduos. É coordenado pelas áreas de Serviço Social, Medicina e Segurança do Trabalho".

De acordo com Elisabeth, foram criados grupos que realizam reuniões na empresa, durante o horário de trabalho, com apoio técnico de terapeuta especialista. Ela disse que foram necessárias demarcações nas áreas externas das empresas para oferecer uma alternativa aos fumantes e para preservar a saúde da maioria não-fumante.

ARCELORMITTAL. A ArcelorMittal desenvolve desde 2005 o Programa de Prevenção Interna, Controle e Tratamento do Tabagismo, segundo informações do Departamento de Comunicação da planta de Piracicaba. "A empresa busca a conscientização dos empregados sobre o risco à saúde aos fumantes e aos que convivem em ambientes onde há fumaça proveniente do cigarro, incentivando-os ao abandono do vício".

Por meio de nota, o médico coordenador do Centro Clínico da Arcelor Mittal Piracicaba, José Luiz Pereira, explicou que diante dos malefícios do cigarro à saúde dos seus funcionários, a empresa estimulou a prevenção e o tratamento ao tabagismo e incentivou a criação do Comitê de Anti-Tabagismo, formado por profissionais das áreas da Saúde e Qualidade, também em 2005.

Nos exames periódicos, a empresa diagnostica empregados fumantes e os convida a participar do programa, composto por palestras de conscientização, acompanhamento psicológico e tratamento com medicamentos.

“Nas palestras abordamos problemas causados pelo cigarro. Os encontros com os psicólogos trabalham a ansiedade e os medicamentos agem na dependência química provocada pelo cigarro". Todo tratamento é fornecido gratuitamente aos empregados.

Política de apoio é fundamental

A assistente social e terapeuta ocupacional, Marilza de Jesus Silva, 50, disse que a lei antifumo contribuiu também para despertar ainda mais o debate sobre o assunto no ambiente corporativo e igualou todos os níveis de trabalhadores. "É difícil chamar a atenção de um diretor, de um chefe, que ele não pode fumar em determinados locais da empresa. Existia um conflito e até constrangimentos que a lei eliminou", disse.

Marilza também participa do Grupo de Assistentes Sociais de Empresas da Região de Campinas (Gaserc), instituição sem fins lucrativos, que acredita que todas as corporações, pequenas, médias e de grande porte, devem manter uma política visando à saúde e o bem-estar dos funcionários fumantes e não-fumantes. "O trabalhador que fuma precisa de atendimento, porque ele tem compulsão pelo cigarro e pode ficar mais irritado sem ele. O programa não deve considerar somente o período que ele para de produzir enquanto está fumando. A prioridade é a saúde do trabalhador fumante o do não-fumante".

Ela disse que somente o tratamento médico não resolve. "Existe sim a dependência da nicotina, mas o fumante se isola, ele fica solitário e esses sentimentos devem ser avaliados. A participação da família é fundamental no tratamento”.

Marilza, que é ex-fumante (parou de fumar há dez anos), dá dica para quem quer parar de fumar: “ não pode desistir, mesmo se tiver recaídas”
 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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