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Produto ilegal não preocupa fumantes (11/12/2009)
Portal RPC

http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=952055&tit=Cresce-contrabando-de-cigarro

Publicado em 07/12/2009
Contrariando a ideia de que a conscientização teria papel preponderante na mudança de hábito, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco) no início do ano concluiu, em linhas gerais, que a maioria dos entrevistados não deixaria de fumar a sua marca habitual contrabandeada se soubesse que aquele cigarro não paga imposto e ainda financia o crime organizado. O levantamento mostra, no entanto, que metade pararia de fumar ou fumaria menos caso não encontrasse mais a marca habitual ou outra também contrabandeada.

A Pesquisa com Consumidores de Cigarros Contrabandeados para o Brasil reúne as informações fornecidas por 1.221 pessoas consultadas em sete capitais (Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Curitiba, Campo Grande e Belém) e no interior do estado de São Paulo. Realizada no período de 2 a 23 de janeiro a fim de traçar um perfil do fumante de marcas que entram ilegalmente no país, concentra especificamente os dados coletados junto a homens e mulheres, todos consumidores de cigarros contrabandeados, de 18 a 64 anos e das classes B, C e D.

Engordando os índices, metade dos entrevistados afirma que migrou das marcas nacionais para as paraguaias há mais de dois anos motivadas principalmente pelo custo inferior. A preferência, apontam os consumidores, teve o reforço na facilidade de encontrar o produto, ad¬¬quirido principalmente em ban¬¬cas de camelôs, no comércio am¬¬bulante e em bares. Questio¬na¬¬dos sobre o que fazem quando não encontram a marca habitual, 69% garantiram que não abrem mão da preferência e procuram em outro lugar até encontrar. Não comprar ou ficar sem é a atitude de apenas 2%.

Segundo o delegado-adjunto da Receita Federal em Foz do Iguaçu, Rafael Dolzan, a aparente falta de conscientização é explicada pela falsa sensação de que os prejuízos com o contrabando não atingem o indivíduo. “Por ter efeitos mais diretos sobre a coletividade, as pessoas tendem a não considerá-los. No caso do cigarro isso se estende até aos efeitos sobre o próprio corpo. Quem fuma não está preocupado com a saúde. A dificuldade de se ter melhores resultados nas ações de educação esbarra nessa ideia de que preço é mais importante que qualidade.” (FW)


 

 
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