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Pesquisa feita pelo Ibope, a pedido da Secretaria de Estado de Saúde, mostra também que 92% dos fumantes aprovam a proibição (1/10/2010)
O Estado de S. Paulo

Metade dos fumantes paulistas está fumando menos. Pesquisa do Ibope mostra que 49% admitem ter reduzido o consumo de cigarros desde o início da vigência da lei antifumo, em agosto de 2009. O estudo, inédito, também apontou alto índice de satisfação com a regra - 92% dos fumantes a aprovam, ante 97% dos não fumantes.


A pesquisa, encomendada pela Secretaria de Estado da Saúde, foi a primeira a medir a receptividade da lei antifumo. Foram ouvidas 800 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 22 e 27 de julho, pouco antes de a norma completar 1 ano em vigor.

"Foi importante para vermos como a população vê a ação do Estado", diz a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Cristina Megid.

São vários os motivos de satisfação. O maior deles, mesmo no caso dos fumantes, foi a saúde - 26% acreditam que a medida protege o organismo até de quem fuma. Os tabagistas também aprovaram a diminuição do fumo passivo (23%), o menor consumo de tabaco (17%) e a melhora no ar dos bares e restaurantes (16%). A nota média dada à lei pelos fumantes foi de 9,2.

Entre os não fumantes, os índices de aprovação são superiores: 33% dizem que respirar fumaça incomoda muito, 32% sentem-se menos incomodados com a fumaça de cigarros alheios e 27% apontam que a qualidade do ar nos locais públicos melhorou. Nesse grupo, a lei obteve nota média de 9,5.

Polêmica. A lei antifumo proíbe o consumo de cigarros, charutos e cachimbos em qualquer ambiente fechado de uso coletivo. A medida teve início turbulento e motivou contestações judiciais - ainda sem sentença em última instância -, sobretudo de bares e restaurantes.
O auxiliar de cobrança Vladimir Violin, de 27 anos, foi um dos que reclamaram no começo, quando fumava um maço de cigarros por dia. Hoje, fuma apenas três ou quatro unidades. "Sempre tinha de sair do prédio onde trabalho para fumar, porque nunca tivemos fumódromo. Mas, como todo mundo está fumando menos, acabei me conscientizando", afirma.

A designer Carina Bruno Gischewski, de 27 anos, também aprova a legislação. Ela é mineira e se mudou para São Paulo quando a legislação restritiva já estava em vigor. "A melhor parte é poder ir para a balada e não ter ninguém "baforando" na sua cara", comemora. Por outro lado, observa que várias casas desrespeitam os fumantes. "Algumas têm um chiqueirinho bem porco ou aquele esquema de ter de pagar a comanda para sair."
Enquete. O portal estadão.com.br realizou uma enquete para saber se o internauta fumante também reduziu o consumo. Até meia-noite, 51% dos participantes afirmaram ter diminuído o consumo de cigarro desde que a proibição entrou em vigor.

TRÊS PERGUNTAS PARA...
Cristina Megid,
DIRETORA DO CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

1. Como o governo avaliou os dados da pesquisa do Ibope?
Pelas nossas ações de campo, tínhamos a expectativa de que a legislação seria bem avaliada. Para nós foi muito bom, principalmente, saber que os fumantes estão fumando menos após a vigência da lei.
 

2. Houve um afrouxamento na fiscalização?
De maneira alguma. Nossos fiscais continuam os mesmos 500profissionais. E 99,98% dos municípios paulistas já tiveram equipes treinadas pela Secretaria de Estado da Saúde para a aplicação da lei. Em São Paulo, continuamos esclarecendo as dúvidas e atendendo às denúncias recebidas. Constatada a irregularidade, o estabelecimento é multado.

3. Já estão definidos os próximos passos?
A lei já está incorporada à Vigilância Sanitária. Agora, programamos continuar com o trabalho intenso de fiscalização e conscientização até o fim deste ano. Em seguida, devemos avalizar as maneiras mais adequadas para continuar o trabalho, depois da consolidação.

Bares continuam descontentes com a legislação
 

Apesar do receio da queda de movimento por causa da lei antifumo não se confirmar, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Ricardo Bartoli, acredita que a norma ainda é arbitrária. "Se fumar é lícito, deveriam existir estabelecimentos para fumantes também", afirmou.

Também há descontentes entre os fumantes. "É uma coisa absurda não poder fumar no terraço de um café enquanto toma uma cervejinha", diz o arquiteto Jupira Corbucci. "A extinção dos fumódromos das empresas não faz sentido: não há o argumento de que um terceiro, não-fumante, pode ser contaminado pela fumaça maligna." Ele continua fumando o mesmo que antes, um maço por dia. "Só ficou mais chato porque tenho de procurar os lugares permitidos. Mas o que é proibido é mais gostoso."



 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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