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Burley na pauta de encontro da ITGA (20/10/2010)
Gazeta do Sul

Com a proximidade da Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP 4), que acontece no próximo mês no Uruguai, cresce a preocupação do setor fumageiro quanto às restrições dos artigos 9 e 10 da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, que preveem a proibição do uso de aromatizantes na fabricação de cigarros. O assunto está na pauta da 25ª Assembleia Geral da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), realizada desde segunda-feira na cidade de Lexington, no Estado de Kentucky, nos Estados Unidos.

A assembleia, que se estende até amanhã, ainda prevê reunião do comitê financeiro, realização de dia temático – que contará com palestras ministradas por convidados especiais – e análise sobre a produção e a venda do tabaco em nível mundial. Atualmente, a ITGA é presidida pelo norte-americano Roger Quarles e reúne em seu quadro social os principais países produtores.

O encontro é acompanhado pelo presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Werner; pelo diretor-secretário Romeu Schneider e pelos conselheiros Armando Wink e Idacir José da Rosa, que viajaram na última sexta-feira. Antes de embarcar, Werner ressaltou que as novas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) acarretariam muitos problemas para o setor em todo o mundo. “Somente no Brasil, a implementação da medida atingiria 50 mil produtores de tabaco burley.”

 

PREJUÍZOS

Conforme Werner, a proibição da adição de ingredientes na fabricação de cigarros é atualmente o que mais inquieta a associação internacional, empresas, dirigentes de classe e, principalmente, produtores de burley, porque açúcares e aromatizantes são indispensáveis na manufatura desse tipo de tabaco. Nesse sentido, o questionamento agora gira em torno da possibilidade da industrialização sem o uso de adoçantes. “Essa é uma questão dúbia. Nossa preocupação continua até que tenhamos uma ideia mais clara sobre o assunto”, comenta.

O presidente da Afubra ainda explica que a intenção é elaborar uma contraproposta para ampliar o debate na COP 4. “Temos posições bem claras que precisam ser levadas em consideração.” Ele explica que grandes produtores de burley, como Indonésia, China, Índia, Malawi e Moçambique, já estão fazendo um trabalho de conscientização junto aos seus governos para reverter a situação.

 

Saiba mais

O setor da fumicultura defende a elaboração de estratégias para garantir a manutenção do burley no Brasil, tabaco utilizado na fabricação do cigarro tipo american blend – o preferido dos consumidores brasileiros. Atualmente, cerca de 50 mil famílias dos três estados do Sul vivem e dependem da atividade. Somente em Arroio do Tigre, maior produtor do País, o produto garante o sustento de 2,5 mil famílias. Outra preocupação é em relação ao crescimento do contrabando. Sem a disponibilidade do cigarro nacional, boa parte dos consumidores vai apelar ao produto vindo ilegalmente de fora.

 

Proposta foi feita por burocratas, critica entidade

Em seu site, a Associação Internacional de Produtores de Tabaco destaca que a subsistência de milhares de fumicultores está em jogo. “Produtores de tabaco estão enfrentando a maior ameaça ao seu direito de continuar produzindo.” Na nota, a entidade destaca que caso as diretrizes sejam aprovadas durante a reunião que acontece de 15 a 20 de novembro no Uruguai, o impacto na demanda e na renda dos produtores será devastador. Ainda enfatiza que a proposta de resolução, baseada nos artigos 9, 10, 17 e 18 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, é um projeto de burocratas, que não conhecem nada a respeito da produção de tabaco.

Conforme a notícia, a proposição para os artigos 17 e 18 esquece sua intenção inicial de ajudar na diversificação e, agora, está quase que somente focada em medidas para dificultar o plantio de fumo. “A proibição não teria impacto positivo para a saúde, uma vez que muitos fumantes iriam optar por outros tipos de cigarros não afetados pela referida proibição. Ela deve ter um impacto negativo, pois muitos outros fumantes iriam se servir do contrabando e de outros produtos falsificados ou sem nenhum controle.”

No final do texto, a ITGA destaca que as propostas poderão destruir a subsistência de trabalhadores que plantam as variedades de tabaco necessárias para a fabricação dos cigarros banidos. Por fim, enfatiza que a proposta não tem sentido, mas que ninguém pediu aos produtores a sua opinião – eles foram deliberadamente excluídos da discussão.

 

 
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