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Dois terços das mortes anuais são causados por doenças não-transmissíveis (13/5/2011)
Agência Brasil

Estatísticas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde apontam a direção para políticas mais eficazes

As doenças não-transmissíveis são responsáveis por dois terços das mortes anuais. Entram nessa lista problemas cardíacos, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e câncer. No caso dos países em desenvolvimento, a situação se agrava por causa das chamadas doenças contagiosas, como diarréia, pneumonia e malária, que têm maior probabilidade de matar crianças menores de 5 anos de idade.

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As informações são da Organização da Mundial da Saúde (OMS). A conclusão está no estudo denominado Estatísticas de Saúde Mundiais 2011, divulgado nesta sexta (13), em Genebra, na Suíça, pela OMS. Os especialistas advertem que além das doenças crônicas e contagiosas, há também fatores de risco que contribuem para aumentar o número de mortes no mundo.

No estudo, os fatores de risco citados são o tabagismo, o sedentarismo, a má alimentação e o uso de abusivo de álcool. De acordo com os dados, quatro em cada dez homens e uma no grupo de 11 mulheres fumam e pelo menos um adulto, em cada oito é obeso.
• Os especialistas também se preocupam com as mortes das mães durante a gravidez ou em decorrência do parto. Os últimos dados mostram que houve uma redução significativa. A mortalidade materna diminuiu em 3,3% por ano, desde 2000. O número de mulheres que morrem em consequência de complicações durante a gravidez e do parto diminuiu de 546 mil em 1990 para 358 mil em 2008.

"[O estudo por meio dos dados] mostra que não há país do mundo que possa tratar a saúde sobre qualquer perspectiva apenas sob o prisma de uma doença infecciosa ou de uma doença não transmissível. Cada país deve desenvolver um sistema de saúde que atenda a toda a gama de ameaças", disse o diretor do Departamento de Estatísticas de Saúde e Informática da OMS, Ties Boerma.

O estudo “Estatísticas de Saúde Mundiais” é um relatório anual, elaborado com base em mais de 100 indicadores de saúde transmitidos à OMS pelos representantes dos 193 países que integram o órgão. O objetivo é preparar uma análise global a partir de situações específicas e buscar, com o apoio das agências vinculadas às Nações Unidas e os demais parceiros, a melhoria dos sistemas de saúde.
Por Renata Giraldi
 

 
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