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Audiência pública aponta estratégias da indústria para atrair novos fumantes (21/6/2011)
Anvisa

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 O uso de aditivos e a adoção de estratégias sofisticadas de marketing em embalagens e nos pontos de venda de produtos derivados do tabaco foram alguns dos temas debatidos em audiência pública, realizada na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (21/6), em Brasília (DF). A audiência, que procurou debater questões relativas ao tabagismo, ocorreu no âmbito da Comissão de Seguridade Social e Família.

Nesse sentido, o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares, defendeu o fim da exposição dos produtos derivados do tabaco em pontos de venda e a proibição da adição de aditivos e flavorizantes em cigarros como forma de reduzir a atratividade desses produtos. “Temos o compromisso de impedir que crianças e adolescentes se iniciem no hábito de fumar”, afirmou Álvares.

Para a secretária-executiva da Comissão Nacional de Implementação da Convenção Quadro para controle do tabaco, Tânia Cavalcante, depois da proibição da propaganda de cigarros a indústria está encontrando outros meios de atrair novos fumantes. “Tivemos grande avanço com a proibição da propaganda, mas a indústria do tabaco achou novos caminhos para chegar aos adolescentes, tanto nos pontos de venda, quanto nas embalagens e na adição de sabores que deixam os produtos mais palatáveis” disse Tânia.

Já a vice-diretora do instituto Aliança de Controle do Tabagismo, Mônica Andreis, ressaltou o apoio popular a iniciativas que visem reduzir o número de fumantes, como as consultas públicas 112 e 117/2010 da Anvisa. “O índice de aprovação da população as consultas públicas da Anvisa é muito grande, sendo que 78% da população é a favor de proibir a exposição dos maços de cigarros em pontos de venda”, apontou Mônica.

De acordo vice-diretora do instituto Aliança de Controle do Tabagismo, a aprovação popular, no caso da proibição do uso de aditivos em produtos derivados do tabaco, chega a 75%. “Do ponto de vista da saúde, não existem justificativas que permitam estratégias que tornem os cigarros mais atraentes”, defendeu Mônica.

Na audiência pública, o deputado Raimundo de Matos (PSDB/CE) ressaltou a necessidade de atualizar a legislação para combater o avanço do tabagismo. “A indústria tem a capacidade de inovar em estratégias que não estejam contempladas pela legislação vigente”, afirmou Matos.

Produtores

A preocupação com os produtores rurais que trabalham exclusivamente com o plantio de tabaco também foi ressaltada na audiência pública. “Respeitamos e damos total apoio a uma política de incentivo aos pequenos produtores, que vivem exclusivamente do plantio de tabaco, na transição dessa cultura para alternativas de plantio”, afirmou o diretor da Anvisa.

Dados apresentados pela vice-diretora do instituto Aliança de Controle do Tabagismo apontaram que 70% dos produtores de tabaco tem o desejo de diversificar as plantações.

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