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Tabagismo em Foco (21/11/2011)
Jornal do Povo

http://www.jornaldopovo.com.br/site/colunistas_interna.php?idColuna=91352

Tabagismo em foco

Francisco Bastos

 

O consumo de cigarros continuará fazendo a indústria produzir


Os esforços mundiais em favor de uma melhor qualidade de vida das populações são uma realidade indiscutível. 


Os países desenvolvidos, especialmente, já possuem instrumentos que facilitam uma existência com menos doenças, fundamentados em políticas públicas de grande inserção comunitária, de longo prazo e que independem das mudanças governamentais, constituindo-se em ações vinculadas ao Estado. Dentre eles, o combate ao uso indevido de drogas situa-se como uma das mais freqüentes, pelas suas conseqüências extremamente nocivas a vários segmentos, com danos irreparáveis ao conjunto da sociedade, independente de seu grau de desenvolvimento. Isto não significa, obviamente, a eliminação dos problemas, mas uma substancial diminuição dos mesmos a níveis compatíveis com um convívio civilizado. 


Neste contexto situa-se o controle do tabagismo, onde muitos avanços já são sentidos, felizmente. 


A começar pela Convenção-Quadro para Controle do Tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é um compromisso assumido pelos países na adoção de medidas restritivas ao consumo de produtos derivados do tabaco. 


Na prática, cada vez mais ficam escassos os locais em que é permitido fumar, dificultando aos usuários o cultivo deste hábito. Restaurantes, teatros, cinemas, repartições públicas, aviões são somente alguns pontos cuja proibição já está assimilada por todos, sem qualquer chance para a nicotina, alcatrão e outros produtos presentes na fumaça de cigarros, charutos, cachimbos, etc.

No entanto, todo este movimento ainda enfrenta obstáculos gigantescos para que possa ser considerado totalmente vitorioso. 


O principal, possivelmente, é que muitos estudos mostram que não houve uma redução do número de fumantes mundialmente. Então, o consumo de cigarros continuará fazendo a indústria produzir, numa lógica simplista de mercado. E associado a isto, que muitas pessoas se ocuparão com o plantio, mantendo, no caso do Brasil, a “privilegiada” posição de segundo maior produtor mundial e primeiro maior exportador do mundo, com um faturamento superior a US$ 2 bilhões, segundo dados do Sindifumo.


Mas estes elementos desfavoráveis não poderão ser motivos para tirarmos o foco no combate ao tabagismo. Pelo contrário, devem ser enfrentados por todos que sonham com a existência de sociedades compostas de homens e mulheres mais saudáveis, inclusive por não terem o hábito de fumar.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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