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Pesquisa do governo federal revela que numero de fumantes caiu 20% em seis anos (30/8/2013)
O Globo

Brasileiros fumam menos e engordam mais. Na mesma semana que o Ministério da Saúde divulgou os resultados de uma pesquisa sobre índices de excesso de peso, ontem foi a vez de anunciar que o numero de fumantes acima dos 18 anos caiu em 20% nos últimos seis anos no país. Ano passado, apenas 12% dos adultos entrevistados consumiam tabaco. No Rio, o percentual de fumantes é de 13%.

Como mostrado em levantamentos anteriores, homens tragam mais (15%) que mulheres (9%). E quanto mais se estudo, menos se acende um cigarro – entre os que terminaram o Ensino Médio para cima, a proporção é de 9%, já no grupo dos que têm menos de oito anos de estudo, 16% são fumantes.

Foram entrevistadas 45,4 mil pessoas. Os dados da pesquisa Vigitel 2012 – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico – foram separados capital por capital. O Rio tem 13% a menos fumantes que em 2006, mas ainda acima da média nacional. A maior queda neste intervalo de seis anos foi em Belém (47%). A cidade onde os moradores menos consomem cigarro é Salvador, onde só 6% admitiram tragar a nicotina. Porto Alegre é a recordista, com 18% de fumantes.

- A queda do número de fumantes no país comprova que o Ministério da Saúde, em parceria com a sociedade, está no caminho certo ao investir ações de prevenção e controle e também na oferta de tratamento – disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

POLÍTICA ANTITABACO DOS ANOS 90

A queda paulatina nos índices de tabagismo no país é reflexo das políticas antifumo que foram gradualmente impostas no Brasil desde os anos 90. O cirurgião oncológico Marcos Moraes, presidente da Academia Nacional de Ciência, um dos precursores na discussão das ações antitabaco, conta como o país saiu de uma situação de quase promiscuidade com a indústria para ser exemplo na prevenção do tabagismo.

- Nos anos 80, a campanha de vacinação contra a poliomielite tinha apoio da Souza Cruz, só para se ter a ideia do nível de envolvimento entre governo e indústria d cigarro, conta Moraes, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca) – a partir dos anos 90, no governo Itamar Franco, as medidas de restrição começaram. Primeiro com a proibição do fumo em avião. Depois, já na gestão FH, com a proibição da propaganda.

Além da lei de restrição a propaganda, iniciativas como a lei federal que proíbe o fumo em locais públicos fechados contribuíram para a redução no habito de fumar da população brasileira. Em São Paulo, por exemplo, estima-se que a Lei Antifumo, de 2009, contribuiu para reduzir em 9% o numero de fumantes.

Além de São Paulo, os estados do Paraná, Rondônia e Rio foram alguns dos pioneiros em garantir, com leis próprias, ambientes livres do cigarro, ou seja, não podem nem no fumódromo, só ao ar livre. Com isso, o número de quem não fuma mas convive com a fumaça do cigarro no local de trabalho também cai. A pesquisa Vigitel 2012 mostra que a frequência de fumantes passivos – também expostos ao maior risco de desenvolver câncer – passou de 12% em 2006 para 10% em 2012. No Rio, a quantidade de fumantes passivos por domicílio é de 9% sendo 8% homens e 9% mulheres. Além disso, a frequência entre pessoas que fumam20 ou mais cigarros por dia é de 5%.

VIDAS POUPADAS DO CIGARRO

Em junho, uma pesquisa feita pelo Inca e a Universidade George Washington nos EUA, concluía que, entre 1985 e 2010, 420 mil mortes por causa do cigarro foram evitadas em razão das leis de restrição. De acordo com o Inca, se o Brasil não tivesse tomado atitude para frear o consumo de cigarro, como as restrições a propaganda do produto, a prevalência de fumantes no país seria de 31%.

Já o Boletim da Organização Mundial de Saúde publicou este ano que o aumento de impostos para encarecer o preço final do cigarro é a estratégia mais eficiente para reduzir o numero de mortes prematuras pelo tabagismo. No Brasil, desde o ano passado o governo federal estabeleceu que nenhum maço de cigarro pode ser vendido por menos de R$3 no país, com acréscimo de R$0,50 por ano, até chegar o valor de R$4,50 em 2015. De acordo com o Observatório Nacional da Política de Controle ao Tabaco, a carga tributaria do cigarro no Brasil chega a 81% do preço final.


 
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