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África é a principal ameça nas exportações do tabaco brasileiro (31/1/2014)
Zero Hora

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/economia/campo-e-lavoura/noticia/2014/01/africa-e-a-principal-ameca-nas-exportacoes-do-tabaco-brasileiro-4404735.html

Vanessa Kannenberg
vanessa.kanennberg

A produção de fumo no Estado costuma permanecer como atividade de uma mesma família ao longo de diferentes gerações. O que não significa que essa cultura não esteja se reinventando por meio de novas tecnologias e para enfrentar pressões diversas (como de mercado e antitabagistas). Mudanças sugeridas pela indústria e por produtores se tornam solução para diferentes problemas econômicos, produtivos e socioambientais. Para identificar as tendências do setor, o Campo e Lavoura buscou a
ajuda de especialistas para indicar o que deve se consolidar nos próximos anos.


África é a ameaça nas exportações

O Brasil é líder mundial de exportação de tabaco por duas décadas, e o setor espera que o país mantenha a posição nos próximos anos, mas sem grandes variações em termos de volume e valor de embarques. No ano passado, embora tenham sido embarcadas 11 mil toneladas a menos em relação a 2012, o valor arrecadado foi 0,3% superior, batendo a marca histórica daquele ano, e alcançando novo recorde de US$ 3,27 bilhões.

Os maiores concorrentes, atualmente, são aqueles que produzem o mesmo tipo de tabaco que o Brasil, o tipo virgínia, como os países africanos Zimbábue, Malawi e Tanzânia. Esses países vêm se recuperando de sérios desequilíbrios políticos e sociais e estão aumentando suas produções. Os Estados Unidos também estão ampliando o cultivo depois de reduzir a produção por conta de campanhas antitabagistas mundiais.

Uma das vantagens brasileiras, conforme o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), é a estabilidade da produção, sustentada pelo sistema integrado. É isso que garante a compra de todo o tabaco ainda na lavoura e também estimula e facilita o planejamento do cultivo, com orientação técnica profissional.

– Temos diferenciais em termos de qualidade, práticas sustentáveis e responsabilidade social que nos colocam à frente de outros países. A variação da moeda pode ser o único empecilho à competitividade – afirma presidente do Sinditabaco, Iro Schünke, sobre as razões para a continuidade do Brasil na liderança mundial do setor.

Para o economista Guilherme Risco, da Fundação de Economia e Estatística (FEE), há duas variáveis importantes a serem levadas em conta em termos de exportações de produtos agrícolas, o que torna difícil previsões de longo prazo sobre o tema.

– Depende da qualidade da safra combinada com a demanda dos países – analisa Risco.

Em relação ao destino do fumo brasileiro, o presidente do Sinditabaco espera apenas elevar a posição dos países do Extremo Oriente no ranking de compradores.

– Essa é uma das poucas regiões do mundo que ainda estão registrando aumento no consumo de cigarro – explica Schünke.
 

 
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