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Governo faz inauguração “sem placa” pela 1ª vez (26/1/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.oregional.com.br/detalhe_noticias.php?codigo=12298

Por: Jurandyr Bueno
jurandyrbueno@gmail.com

21/01/2006 

“Centrinho” vira Centro de Controle ao Tabagismo em iniciativa de Renato Macchione
Da Reportagem Local
O Regional
AFONSO e Renato Macchione com a equipe que vai atuar no Centro de Controle ao Tabagismo de Catanduva
 
Pela primeira vez na história de Catanduva, uma iniciativa do governo municipal foi inaugurada sem placa. O fato foi registrado na tarde de ontem, quando o médico Renato Macchione, secretário municipal de Saúde, anunciou o início de funcionamento do Centro de Controle ao Tabagismo, “abreviação” do Centro de Referência Para a Abordagem e Tratamento do Tabagismo na Micro-Região de Catanduva.

A unidade funciona no endereço do Centro de Recuperação Integrada, conhecido por “Centrinho”, na Rua Aracaju, 285. O médico tentou se justificar com o irmão prefeito pela inexistência da solenidade de descerramento de placa, ato inaugural e político de qualquer ação de governo.

“A saúde não precisa de placa. A saúde precisa do nosso trabalho, do nosso suor”, elogiou Afonso Macchione Neto (PSDB).

Enquanto o País assiste a inauguração de placas, muitas vezes sem obras, Renato Macchione fez o caminho inverso e deixou de “emplacar” o primeiro Centro de Controle ao Tabagismo da Região Noroeste, que já reúne mais de 1.000 inscritos.

“Haverá placa identificando o serviço, mas que deve ser colocada somente na próxima semana”, explicou o secretário, sem demonstrar o menor interesse em realizar uma ação política para mostrar que Catanduva foi mais ágil que cidades maiores, como São José do Rio Preto, e colocou em funcionamento um projeto dois meses depois do treinamento oferecido por especialistas do Ministério da Saúde.

O curso foi realizado em junho do ano passado, em Rio Preto, e reuniu 452 participantes do interior paulista, dentre eles o secretário de Saúde de Catanduva, Renato Macchione.

Desde às 16 horas de ontem, oficialmente, Catanduva passou a coordenar ações em uma região com mais de 200 mil pessoas. Já existem mais de 700 moradores de Catanduva e outros 200 moradores de cidades da região na fila de espera de interessados em abandonar a dependência do cigarro.

A psicóloga Fernanda Lins e Silva, que também participou do curso de capacitação em Rio Preto, será a coordenadora do Programa de Abordagem e Controle do Tabagismo.

Ela explicou que desde agosto do não passado, o projeto de Saúde de Catanduva reúne dependentes de tabaco divididos em cinco grupos terapêuticos, cada um composto por uma média de 10 dependentes.

A partir da próxima semana, estarão sendo formados novos grupos no período da tarde. “No primeiro mês as reuniões são semanais. No segundo mês, quinzenais. A partir daí, o acompanhamento é mensal e o tratamento dura um ano”, disse.

A psicóloga catanduvense explica que durante cinco anos o Inca (Instituto Nacional do Câncer) custeou pesquisas para descobrir a melhor forma de combater o tabagismo.

“E o melhor caminho é a terapia cognitiva comportamental, com equipes multidisciplinar envolvendo técnicas que vão da mudança da crença em relação ao hábito de fumar até a mudança de comportamento”, informa.

Além dos programas de controle, Catanduva prevê a ampliação da equipe para a realização de ações de abordagem, com palestras e metodologias para desencorajar o tabagismo entre crianças e adolescentes.

Por ainda não terem sentido todos os impactos negativos do cigarro no organismo, os jovens representam o público mais resistente a programas de combate ao tabaco, na opinião da psicóloga e coordenadora do Programa de Abordagem e Controle do Tabagismo em Catanduva, Fernanda Lins e Freitas.

Segundo ela, dos cerca de 50 fumantes ativos que já participam do programa, 90% começaram a fumar quando tinham entre 15 e 20 anos. E quem começa a fumar cedo tem menos chances de abandonar o cigarro.

Os adolescentes desenvolvem dependência mais rapidamente, já que o vício surge em um período que vai de seis meses a um ano de consumo.

Hoje o cigarro é a quarta causa direta de óbitos em Catanduva, mas pode ser considerada a primeira porque está relacionada com as duas maiores causas de morte no município: respectivamente, doenças cardiovasculares e derrame cerebral.

A situação é agravada pela fuligem de cana aspirada pela população, que potencializa os efeitos das toxinas inaladas por quem é fumante ativo ou passivo.

A Organização Mundial de Saúde estima que um terço da população mundial adulta, incluindo 200 milhões de mulheres, sejam fumantes.

 
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