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EM DEFESA DA VIDA (3/12/2014)
Luiz Carlos Correa da Silva / Zero HOra

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2014/12/03/artigo-em-defesa-da-vida/​

LUIZ CARLOS CORRÊA DA SILVA

Médico da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

Mudar pode ser difícil, mesmo que signifique benefícios futuros indiscutíveis, individuais e coletivos. Ainda mais quando estão em jogo pesados interesses financeiros e uma grande dependência comportamental.


Um enorme volume de pesquisas qualificadas tem demonstrado as nefastas consequências do tabagismo para a saúde. Publicações científicas, informações pela mídia e programas de controle crescem em todo o mundo. No entanto, os resultados destas ações ainda estão longe de atingir o controle da epidemia do tabagismo. Existem 1,3 bilhão de fumantes no mundo. Seis milhões morrem a cada ano por doenças tabaco-relacionadas. Cem mil jovens fumam seu primeiro cigarro a cada dia, iniciando um processo que vai levá-los à dependência da nicotina. A voracidade da indústria do tabaco e a miopia de governos ainda permite que o tabagismo avance globalmente, particularmente entre os mais pobres e de menor escolaridade.


No Brasil, graças às Leis Antifumo e ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde, organizado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e considerado um dos melhores do mundo, conseguiu-se reduzir a proporção de fumantes: dos 35% na década de 1980 para os atuais 14%. Mas, ainda existem 24 milhões de fumantes e, se estes não pararem, milhões terão graves problemas de saúde, pior qualidade de vida, e perderão 15 anos de vida.


Leis antifumo têm grande impacto e protegem todos: as crianças de iniciarem, os não fumantes do tabagismo passivo e os próprios fumantes passam a fumar menos e são estimulados a deixar de fumar.


Em dezembro de 2011 foi assinada a Lei Federal 12.546 que substitui a antiga 9294/96. Esta nova Lei foi regulamentada em maio deste ano e entrará em vigor a partir deste 3 de dezembro, valendo para todo o país. O que diz esta Lei? Reforça a proibição de fumar em ambientes fechados e restritos, coletivos ou privados. Proíbe o fumódromo, significando a extinção dos locais destinados estritamente a este fim. Proíbe propaganda nos pontos de venda. Promove aumento de preços. Obriga o fabricante a aumentar espaços nas carteiras de cigarros com informações sobre danos do tabaco.


A Lei Antifumo, para ser eficaz, precisa do apoio e da observância de todos. O exercício ativo da cidadania é o único caminho para um Brasil melhor!

 

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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