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PRÊMIO CLAUDIA 2016: políticas públicas (4/7/2016)
REVISTA CLAUDIA

http://mdemulher.abril.com.br/premio-claudia/finalistas/2016/paula-johns

Paula Johns

49, Socióloga

O Brasil é um exemplo mundial de controle do tabagismo. Diferentemente do que acontece com a maior parte das leis do país, a que proíbe o fumo em locais públicos, em vigor desde 2011, definitivamente pegou. Os efeitos positivos foram logo percebidos. Levantamentos comprovam que o índice de poluentes caiu de forma drástica depois da proibição. Exames realizados em garçons, a população mais vulnerável ao fumo passivo, mostraram uma diminuição de quase 60% na concentração de monóxido de carbono no organismo deles graças à restrição. Por trás dessa revolução, está a socióloga e ex-fumante carioca Paula Johns, fundadora da Aliança de Controle do Tabagismo + Saúde (ACT+). 


A causa encampada por Paula nada tem a ver com motivos pessoais. Nenhum de seus parentes teve câncer de pulmão, hipertensão ou infarto em decorrência do fumo. O envolvimento da socióloga com a luta contra o tabagismo veio por acaso. A paixão surgiu depois. Em 2001, quando trabalhava para a Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), associação civil sem fins lucrativos, foi  incumbida de participar de uma reunião da Convenção para Controle do Tabaco da Organização das Nações Unidas em Genebra, na Suíça. Na mala, levou adesivos de nicotina para evitar fumar diante dos outros participantes. Em 2003, o Tratado Internacional para Controle do Tabaco foi assinado por 192 países, entre eles o Brasil. “Ficou claro que seria necessária muita mobilização com a sociedade civil para que o Brasil pudesse cumprir as medidas previstas no acordo”, conta Paula.
Antes da assinatura do documento, houve forte movimentação da indústria para barrá-lo. Durante as discussões, ela esteve no Rio Grande do Sul, nas cidades produtoras de tabaco, onde grupos de agricultores, incitados pelos fabricantes, protestavam contra a medida internacional sob o argumento de que perderiam sua fonte de renda. “Conheci outra dura realidade, a de quem vive no campo, à mercê das imposições da indústria e muito vulnerável a todos os problemas de saúde que a produção do tabaco envolve”, diz. Era o que faltava para que Paula encontrasse um sentido ainda mais amplo para a causa que representava. “Percebi que o problema era muito maior do que só a saúde do fumante e de quem está à sua volta, o que já seria motivo suficiente para nossa atuação.” 


Em 2006, Paula fundou a ACT+ e apresentou ao governo de São Paulo a ideia de implementar uma lei mais rigorosa contra o fumo em ambientes públicos. Recebeu sinal verde, e a nova regra passou a valer em São Paulo a partir de 2009, pouco depois que ela conseguiu parar de fumar definitivamente. Mais dois anos e a restrição seria adotada em âmbito nacional. Desde então, a ACT+ tem expandido sua atuação. Além de batalhar por medidas que diminuam a publicidade do cigarro, agora mira seus esforços no combate de doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade e o sedentarismo.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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