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‘Ligths’ na mira de antitabagistas (29/5/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia.php?id=11465

28/05/2006 - Tribuna do Norte

Brasília - O tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam: o cigarro é o responsável por 10 mil vítimas diárias. Uma das estratégias da OMS para controlar o uso do fumo é o Dia Mundial Sem Tabaco comemorado desde 1997 no dia 31 de maio.  Todos os anos um tema é adotado pelos 191 países membros para divulgação da data. Dessa vez, o mote da campanha é “Tabaco, mortífero em todas as suas formas e disfarces”.

No intuito de aumentar as vendas e conquistar novos consumidores, a indústria utiliza rótulos de “menos nocivos” para alguns dos seus produtos. Segundo a chefe da Divisão do Controle de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Tânia Cavalcante, “a população precisa saber que o tabaco é nocivo em qualquer produto, ou seja, os cigarros tidos como lights ou que contêm menos substâncias químicas, ainda assim, causam sérios danos à saúde da população”.

Quando a ciência constatou que o cigarro poderia causar câncer, doenças cardíacas e enfisemas, a reação da população fumante foi imediata. A indústria, preocupada com a queda nas vendas, rapidamente introduziu novos produtos no mercado com propostas de serem menos prejudiciais à saúde. Assim surgiram os cigarros lights.

Depois de muitas pesquisas, a comunidade científica mundial concluiu que os cigarros lights/suaves e demais produtos do tabaco faziam tão mal à saúde quanto os normais. Os produtos light têm como única diferença os poros do filtro que, mais fechados, fazem com que a fumaça passe em menor quantidade. “A ausência da sensação de garganta irritada era um falso indício da eficácia do cigarro light”, explica Tânia Cavalcante. No Brasil, desde 2001, os produtos do tabaco não podem conter na embalagem a palavra light.

Outros itens como charuto, cachimbo, narguillé e rapé também trazem danos à saúde dos usuários, mas, por não serem tragados, ainda resiste na cultura popular uma falsa crença de que são menos prejudiciais ao organismo.

Os especialistas afirmam que não existe a garantia de um limiar mínimo de exposição para que um fumante não corra riscos de saúde. De acordo com Tânia Cavalcante, “um fumante moderado, que consome de 4 a 10 cigarros por dia, corre um risco 6 vezes maior de contrair câncer do que um não-fumante”.

Embora seja o segundo produtor e o maior exportador mundial de tabaco, o Brasil é reconhecido internacionalmente pela luta e controle do tabagismo. As ações desenvolvidas no país já apresentam indicadores que demonstram a redução do número de fumantes. Em 1989, por exemplo, 32% da população acima de 15 anos era fumante, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2003, esse número caiu para 19%.

Pelo destaque do país no combate ao tabagismo, o Brasil foi escolhido pela OMS para sediar um dos cinco centros laboratoriais mundiais de referência para controle e pesquisa dos derivados do tabaco por meio de uma parceria entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Telefone dá informações sobre terapias

O Programa Nacional de Controle do Tabagismo é desenvolvido pelo Inca em parceria com as 27 secretarias estaduais de saúde e propõe ações que visam a prevenção de doenças na população e estimulam a adoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis. A elaboração de ações educativas e a ampliação do acesso ao tratamento para quem quer deixar de fumar são exemplos de políticas de combate ao tabagismo mantidas pelo Inca.

Para os que querem abandonar o hábito de fumar, uma das alternativas é recorrer ao Disque Pare de Fumar (0800-611997 - opção 6). Esse serviço presta informações sobre os métodos de tratamento e os efeitos da síndrome de abstinência. Os interessados também podem procurar as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que oferecem tratamento. A terapia inclui desde orientações sobre como deixar o fumo até o uso de medicamentos, se necessário.

O Inca também possui o programa Saber Saúde que trabalha junto às escolas o tema tabagismo e divulga estilos de vida saudáveis. Para complementar o trabalho em sala de aula, um material ilustrativo de autoria do Ziraldo foi editado pelo instituto. Uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) para ampliar a divulgação do programa através do TV Escola e do programa Um Salto Para o Futuro também está em estudo. Criado em 1996, o Saber Saúde é realizado com o auxílio das secretarias estaduais e municipais de saúde e educação.

A pesquisa de Vigilância de Tabagismo em Escolares (Vigescola) é outro projeto promovido pelo Inca. O Vigescola faz parte de um estudo mundial desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse trabalho busca coletar informações sobre o consumo de cigarros entre os jovens estudantes de 13 a 15 anos, idade média de início do uso do tabaco. Outra medida adotada pelo governo foi a proibição da propaganda de cigarro.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
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