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‘Terapia de extinção’ ajuda fumantes a abandonar o cigarro (6/2/2017)
O Globo

http://bit.ly/TerapiaCigarro

 Gatilhos ambientais têm ação imediata em fumantes: uma imagem de um isqueiro, por exemplo, acende o desejo por nicotina. No entanto, os cientistas acreditam que a longa exposição a gatilhos ambientais pode ser exatamente o que os fumantes precisam para deixar o vício. A técnica, conhecida como “terapia de extinção”, tem como alvo associações prejudiciais que levam ao vício, com o objetivo de “desaprendê-las”.

Um estudo realizado ano passado por cientistas da Universidade Médica da Carolina do Sul, descobriu que, após duas sessões de uma hora, as pessoas fumavam menos cigarros até um mês após o tratamento, em comparação com um grupo controle. Muitos participantes dessa pesquisa recaíram após o tratamento, mas os autores continuaram pesquisando, acreditando que o trabalho pode abrir caminho para novas abordagens no tratamento da dependência.

 

 


As memórias, quando acessadas, são desestabilizadas temporariamente antes de serem reconsolidadas e devolvidas ao armazenamento de longo prazo. Isso torna a memória humana falível na vida cotidiana, mas também pode representar uma janela de oportunidade clínica para adulterar as memórias inúteis que sustentam o vício.

No último estudo, publicado na revista médica “Jama Psychiatry”, 44 fumantes foram inicialmente expostos a um breve clipe de pessoas fumando, destinado a ativar e desestabilizar a memória relacionada ao fumo. Dez minutos mais tarde (o intervalo de tempo ideal para manipular a memória) os participantes começaram uma sessão de exposição de uma hora em que assistiram fotos e vídeos de pessoas fumando.

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Um grupo controle de 44 fumantes receberam a mesma sessão de exposição de uma hora, mas sem o gatilho inicial da memória de fumar — em vez disso, eles mostraram um clipe de vídeo de pessoas lavando pratos. Ambos os grupos tiveram duas sessões em dias consecutivos.

Após um mês, o grupo de tratamento fumou menos cigarros em média a cada dia (sete, em comparação com 10 do grupo de controle). No entanto, o grupo de tratamento não apresentou níveis mais baixos de cotinina (produto de biotransformação da nicotina) na urina e não conseguiu ficar completamente sem cigarros por muito mais tempo.

Mesmo assim, o psicólogo Ravi Das, da University College Londres, que trabalha com viciados em álcool, acredita que “este é um estudo realmente importante porque é o primeiro a mostrar um efeito real em fumantes reais”.

 

 
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