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Pacientes fazem fila por uma vaga em programa anti-fumo (3/3/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.noticiadamanha.com.br/MateriaConteudo.aspx?SecaoID=3&CatMateriaID=1&MateriaID=14678

sexta-feira, 3 de março de 2006

Programa anti-fumo possui uma fila de espera de 911 pacientes

Notícia da Manhã
Fernanda Lins Freitas é psicóloga e coordenadora do programa Tabagismo Catanduva, o único da região
Com o objetivo de reduzir a mortalidade produzida pelo tabaco, através de prevenção e abordagem por meio de ações educativas, o Programa Tabagismo Catanduva, criado pela Secretaria da Saúde já se tornou um sucesso na cidade. Hoje, além das 90 vagas disponíveis estarem preenchidas, o projeto possui uma fila de espera de 911 pessoas.
Segundo Fernanda Lins e Freitas, psicóloga e coordenadora do programa, o tempo de espera na fila depende de cada caso, pois pessoas com urgência no tratamento são atendidas mais rapidamente.
“Todos os meses formamos novas turmas, mas vale ressaltar que as pessoas que possuem casos clínicos graves não enfrentam a fila, são chamados assim que formamos os grupos”, explicou.
De acordo com a psicóloga, até fevereiro, o Centro de Referência ao Tabagismo inscreveu aproximadamente 1.250 pacientes interessados em abandonar o vício.
O programa é destinado para fumantes moradores de Catanduva e região, que estejam comprometidos e motivados a parar de fumar. A fila de espera conta com 911 interessados, sendo 462 pacientes de Catanduva e outros 449 da região, como Catiguá, Santa Adélia e Tabapuã.

Tratamento

Fernanda explicou que as pessoas que fazem parte do projeto passam por uma terapia cognitiva-comportamental, com sessões estruturadas abordando a modificação da crença do fumante para posterior mudança de conduta.
“Primeiro o paciente é informado sobre os males do cigarro, os efeitos da abstinência sobre seu corpo, sobre as técnicas para administrar ansiedade e mudança de hábitos, tudo feito através de sessões coordenadas por um psicólogo”, comentou.
As sessões no primeiro mês de tratamento são semanais, enquanto, no segundo, a freqüência é quinzenal. Já do terceiro ao décimo segundo mês, o acompanhamento é mensal.
A coordenadora disse que o tratamento tem duração de um ano e, além do estudo psicoterapêutico, o programa também conta com exames físicos e acompanhamento clínico médico, com profissional especialista em pneumologia, para a avaliar a necessidade de tratamento com remédios.
“Após avaliação dos casos, o tratamento pode ser acompanhado com administração de medicamentos repositores de nicotina”, disse Fernanda.

Jovens

Fernanda acrescenta que os jovens representam o público mais resistente a programas de combate ao tabaco por ainda não terem sentido todos os impactos negativos do cigarro no organismo. “Dos fumantes ativos que já participam do programa, 90% começaram a fumar quando tinham entre 15 e 20 anos e, quem começa a fumar cedo, tem menos chances de abandonar o cigarro, pois os adolescentes desenvolvem dependência mais rapidamente”, ressaltou.


Programa Anti-Tabaco é único de toda região

Aprovado em dezembro do último ano pelo Ministério da Saúde, Catanduva passou a sediar o 1o Centro de Referência de Controle ao Tabagismo da região, sendo a cidade pioneira ao abordar os problemas da saúde relacionados ao tabaco.
Conforme informou Fernanda Lins e Freitas, psicóloga e coordenadora do Programa Tabagismo Catanduva, Catanduva se compromete a ampliar seus esforços para todos os 17 municípios da região, totalizando aproximadamente 200 mil habitantes.
O programa, que hoje se encontra em funcionamento, é destinado a ajudar os pacientes a deixarem de fumar, fornecendo-lhes informações e estratégias necessárias para direcionar seus esforços nesse sentido.
Os interessados em participar do programas devem se dirigir ao Centro de Reabilitação Integrado “Dr. Francisco Lopes Ladeira (CRI)”, na Rua Aracaju, 285.



Moniele Nogueira

 

 
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