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Fumar na gravidez aumenta risco da criança fumar (23/1/2004)
Por Um Mundo Sem Tabaco

Fonte: Reuters Health - 3 de dezembro de 2003

 Alison McCook

 

New York – Crianças cujas mães fumaram pelo menos um maço por dia quando grávidas são mais propensas a se tornarem dependentes de nicotina quando adultas do que crianças que tiveram a gestação livre de fumaça, informa nova pesquisa. Crianças cujas mães fumaram na gravidez não eram mais propensas a fumar cigarros, mas “são mais propensas a se tornar dependentes se tentarem”, segundo o Dr. Stephen L. Buka, autor do estudo, da Universidade de Harvard.

 

Durante o estudo, Buka e seus colegas fizeram entrevistas com 1.248 mulheres grávidas sobre seus hábitos de tabagismo. Uma vez que as mulheres davam à luz, suas crianças foram re-contatadas quando adultos, e perguntadas sobre seus próprios hábitos de tabagismo. Na entrevista, Buka explicou que mulheres grávidas foram entrevistadas há muito tempo atrás, quando as pessoas não eram alertadas sobre os perigos do fumo. Conseqüentemente, mais que 60% delas fumavam, e cerca de 35% pelo menos um maço por dia durante a gravidez.

 

Filhos de mulheres que fumavam, em geral, 1 maço de cigarros por dia durante a gestação, eram mais propensos a se tornar dependentes de cigarros quando adultos do que filhos de mulheres que não fumavam. Filhos de mulheres que fumavam pesado durante a gravidez também eram duas vezes mais propensos a progredirem do tabagismo ocasional para a dependência que filhos de mães que não fumavam.

 

Entretanto, filhos de mulheres que fumavam, mas não um maço inteiro em um dia da gravidez não mostraram um risco mais alto de se tornar dependente, disseram os autores do relatório. Buka explicou que a exposição à nicotina pode alterar a estrutura do cérebro do feto, tornando-o mais propenso a se tornar dependente quando exposto a cigarros, quando adulto.

 

Alternativamente, ele e sua equipe sugeriram que mães que fumam na gravidez são propensas a continuar fumando depois do bebê nascer e os efeitos da nicotina no cérebro podem ocorrer pelo fato do bebê mamar ou respirar o ar contaminado da casa. Buka acrescentou que o tabagismo durante a gravidez pareceu não ter nenhum efeito sobre o filho de se tornar dependente de maconha quando adulto, sugerindo que a exposição ao fumo no ventre não aumenta o risco a  todos os tipos de uso de outras substâncias.

 

Atualmente, nos Estados Unidos, são estimados que 12% das mulheres que deram à luz fumaram durante a gravidez. Como resultado, mais de 500 mil bebês nascem a cada ano tendo sido expostos à fumaça de cigarros no útero. O fumo durante a gravidez está relacionado a um número de outras doenças, incluindo um risco mais alto de aborto, baixo peso ao nascer e síndrome da morte súbita infantil. As descobertas atuais dão às mulheres ainda mais incentivo para parar de fumar durante a gravidez, diz Buka. “Todos os envolvidos em ajudar uma mulher grávida a não fumar deveriam redobrar seus esforços”, ele disse.

 

http://www.reutershealth.com/archive/2003/12/03/eline/links/20031203elin010.html

SOURCE:

Am J Psychiatry 160:1978-1984, November 2003

http://ajp.psychiatryonline.org/cgi/content/abstract/160/11/1978

 
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