Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Brasil tenta adiar acordo antifumo para convencer Senado a ratificar (1/2/2005)
ACTBR

27.01.2005

O governo brasileiro vai tentar retardar a primeira reunião de implementação da Convenção Quadro para Eliminação do Tabaco, promovida pela Organização
Mundial da Saúde (OMS). A idéia é ganhar tempo para que o Senado ratifique a convenção e, com isso, o Brasil tenha também direito a participar do encontro, inicialmente previsto para abril.

O diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), José Gomes Temporão, ficou encarregado de fazer o pedido, numa reunião da OMS com início na
segunda-feira (31), em Genebra, justamente para preparar a 1.ª Conferência das Partes, que pode ser integrada apenas por países que ratificaram o acordo.

A Convenção Quadro determina a adoção de várias medidas para reduzir o número mundial de fumantes, que devem ser executadas por países que a ratificam. Embora tenha exercido um papel fundamental nas negociações do tratado e tenha sido o segundo a assiná-lo, o Brasil ainda não faz parte desse grupo.A ratificação do acordo está emperrada no Senado, por pressão principalmente da indústria do cigarro e de fumicultores, que temem ficar sem atividade.

O adiamento da reunião daria uma folga maior para convencer os senadores a ratificar o acordo. Segundo Temporão, o ministro da Saúde, Humberto Costa,
vai ampliar seu esforço para que o assunto seja retomado tão logo o Senado volte do recesso. "Para o País, é fundamental a participação já nas primeiras reuniões na OMS", afirma o diretor.

Alternativas - Temporão observa que, além de estabelecer metas, nos encontros para implantação da Convenção Quadro serão discutidas linhas de
financiamento para políticas antitabagistas - algo que o Brasil não quer perder. "Nestes encontros, provavelmente serão debatidas justamente alternativas para substituição de lavouras, incentivos para que fumicultores mudem de atividade, sem serem prejudicados economicamente. E é isso que eles
se recusam a entender", completa.

Os fumicultores temem que a implementação do acordo ponha em risco a sobrevivência dos produtores de fumo no Brasil. Argumento sempre desmentido
pela diretora do programa para a redução do tabagismo da OMS, Vera Luiza da Costa e Silva.

Vera, que é brasileira, ao longo dos últimos meses fez duras críticas à atuação lenta do Senado nesse assunto. A diretora argumenta que as medidas
para redução do consumo de cigarro só vão gerar impacto na produção dentro de 50 anos.

Queda no consumo - Temporão lembra, ainda, que cedo ou tarde alternativas para a substituição do plantio do fumo terão de ser discutidas. "Mesmo se o
Brasil não assinar a convenção, outros países vão fazê-lo. E, claro, o consumo mundial de tabaco deverá ao longo dos próximos anos sofrer uma drástica redução."

O diretor do Inca afirma que hoje 90% da produção de fumo no Brasil vai para a exportação. "Não haverá mais mercado para escoamento desta produção.
Quanto mais cedo encontrarmos soluções, melhor."

Fonte: Ag. Estado
http://www.cruzeironet.com.br/run/5/157922.shl

Virginia Prado
Regional Coordinator (Portuguese)
GLOBALink
 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2