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Fumo: produtores vão discutir a classificação nas empresas (21/4/2005)
ACTBR

Decisão foi tomada após reunião ontem, em Porto Alegre, quando o Sindifumo descartou a possibilidade de rever a tabela de preços e o rigor nas esteiras.

Porto Alegre/RS - Na próxima semana, as entidades que representam os agricultores pretendem dar início a um roteiro de visitas às empresas beneficiadoras de tabaco. A decisão foi tomada após uma reunião ontem pela manhã, em Porto Alegre, quando o presidente do Sindicato das Indústrias do Fumo (Sindifumo), Cláudio Henn, descartou qualquer possibilidade de revisão na tabela de preços e nos critérios de classificação, considerada muito rigorosa. Os produtores também querem discutir o endividamento com cada fumageira. O encontro aconteceu na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag/RS).

“Foi solicitada a reabertura da questão preço. Observamos que as variáveis do mercado ainda são as mesmas da época da discussão do reajuste”, afirma o presidente do sindicato, Cláudio Henn. “Quanto à classificação, ela segue as portarias do governo federal. Além disso, a seca prejudicou a qualidade do produto”, acrescenta. Para ele, trata-se de algo subjetivo. “Quem vende sempre entende que o produto não está sendo valorizado.”

Com o rigor nas esteiras, muitos intermediários têm aparecido, oferecendo, diretamente nas propriedades, valores um pouco acima dos pagos pelas empresas. É o que conta o vice-presidente da Fetag, Sérgio de Miranda. “Isso desestabiliza o sistema integrado, que fica desacreditado.”

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Hainsi Gralow, diz estar convencido da possibilidade de revisão dos preços. “Estamos vendo que existe margem para a indústria pagar comissão a atravessadores. Esse dinheiro deveria entrar no bolso do produtor. É o agricultor que merece a melhor remuneração.” Conforme o dirigente, o representante do Sindifumo não negou a existência desses intermediários e até concordou que se trata de uma injustiça.

Gralow acredita que, apesar da resposta negativa da indústria ao apelo dos fumicultores, ainda existem chances de se obter uma melhora na comercialização. É que, devido à seca, que impedia o manuseio do tabaco nas propriedades, apenas 25% da safra foi vendida até agora. “Era a época mais oportuna para se fazer uma reunião, pois dá para corrigir o que está errado.” Ele também lembra que os fumos vendidos até o momento eram, na sua maioria, baixeiros.

Além do pedido dos produtores para a reabertura das negociações sobre preço e classificação, foi discutido o custo de produção para a safra 2005/06. Nos próximos dias, uma comissão mista começa a discutir o assunto.

Sabrina Schneider

 

Fumicultor prepara visitas às indústrias



Porto Alegre/RS - As entidades que representam os fumicultores darão início a um roteiro de visitas às indústrias fumageiras na próxima semana. A decisão foi tomada ontem, após reunião na Capital, quando o presidente do Sindifumo, Cláudio Henn, descartou rever a tabela de preços e os critérios de classificação, pedido pelos produtores. Os fumicultores também querem discutir o endividamento. O presidente do Sindifumo, Cláudio Henn, afirma que a seca prejudicou a qualidade e a classificação depende das "portarias da União".

O vice-presidente da Fetag, Sérgio Miranda, observou que o rigor nas esteiras, favorece o trabalho dos intermediários, com valores "acima dos pagos pelas empresas". O presidente da Afubra, Hainsi Gralow, observou que devido à seca, apenas 25% da safra foi vendida até agora. Segundo Miranda, o preço médio do produto é R$ 4,49 o quilo.

 

Lideranças retomam discussão da política fumageira

 

 

 



Porto Alegre/RS - A Comissão Estadual do Fumo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag) e a Associação do Fumicultores do Brasil (Afubra) estiveram reunidos hoje (07) o Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo) na sede da federação em Porto Alegre. O encontro foi considerado importante pelas lideranças dos fumicultores em função da retomada de discussão da política fumageira.

O vice-presidente da Fetag, Sérgio de Miranda, disse que ficou evidenciada a preocupação da Fetag, da Afubra e dos representantes dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais com relação ao baixo preço que está sendo pago aos produtores. Embora o Sindifumo declarar que o preço da safra já havia sido estabelecido no mês de janeiro – reajuste de 10% contra os 19,1% pleiteados pelas entidades referente ao custo de produção da atual safra - na avaliação das lideranças esse baixo preço se deve ao rigor na classificação, o que joga as cotações do produto para baixo e os valores de tabele serem muito aquém das necessidades dos agricultores.

Por outro lado, continua Miranda, teve início uma discussão com relação à safra 2005/2006 sobre custo de produção e endividamento dos fumicultores. O dirigente não tem dúvida de neste ano vai se elevar ainda mais o endividamento dos agricultores. Outro ponto preocupante diz respeito aos atravessadores, que compram o fumo dos produtores e vendem às indústrias, uma prática que acaba contribuindo para desestruturar o setor. “Quem sai perdendo sempre é o agricultor”, lamenta.

As lideranças decidiram que nos próximos dias serão visitadas, de forma individual, algumas empresas, juntamente com produtores. O motivo é para discutir a situação específica de cada fumageira, em especial a classificação e endividamento.

Mais informações: Sérgio de Miranda – (51-9951-2896)

Luiz Fernando Boaz

Fonte: Página Rural, 8 de abril de 2005

 
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