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Um estado em defesa do futuro de sua gente (23/11/2004)
ACTBR

Para diversas famílias de pequenas e médias propriedades dos três principais estados do sul do País, há alguns meses, foi um grande motivo de alerta e apreensão, pois acabavam de se tornar os principais alvos do gradativo fim de suas plantações de fumo, de acordo com a implantação da Convenção-Quadro para o controle do uso de tabaco no Brasil. Do outro lado da moeda entra em jogo a preocupação do Ministério da Saúde e da OMS com o futuro daqueles que vivem dele e o consomem. Diversas mobilizações começaram a surgir, junto com votações, debates, até mesmo especulações sem sentido sobre a existência de trabalho infantil nas lavouras, vistas sob um ângulo diferente, de pessoas que nem sequer viram na vida uma folha de fumo.

As organizações brasileiras intensificam cada vez mais a preocupação com o grande índice de jovens fumantes, sendo que, em pleno século XXI, a tecnologia ultrapassou quase todos os patamares e encurtou cada vez mais suas distâncias, em um mundo tão globalizado e principalmente onde o jovem atual obteve a sua maior conquista: o poder das decisões e escolhas, onde todos aprendem no berço a diferença entre certo e errado, que o cigarro faz mal e que não se deve consumi-lo. A partir deste momento, cada um se torna o principal responsável pelos seus atos.

Nesta situação de crise econômica, proibir os agricultores de produzir sua principal atividade é a mesma coisa que proibir os idosos de terem cabelos brancos. Esta não é só uma questão pública ou político-social, é dever de cada cidadão, indiferente de produtor ou não, defender nossas riquezas, pois, nossas origens e sobrevivência estão totalmente ligadas nisso. Imagine-se vivendo em Santa Cruz do Sul como se estivesse em pleno deserto do Saara, sem produção, empregos e sem crescimento socioeconômico.

As maiores empresas do setor fumageiro investem milhões em propaganda, advertência e alerta aos consumidores, pelo menos, fazendo sua parte, demonstrando os principais riscos. Mas devemos levar em conta que se você é fumante e seu vizinho também, com certeza, ninguém bateu em suas portas e os induziu ao consumo, pois o uso ou não é uma questão de mente aberta e escolha própria, pois cada cidadão fumante sabe dos malefícios que isso traz.

Nossa economia será tragicamente abalada. A substituição da produção por outro item agrícola não vai gerar empregos e o mercado estrangeiro vai crescer ainda mais com esta ratificação da convenção, estamos à beira de um descaso.

Eu, como jovem, cidadã e neta de agricultores, com muito orgulho, parabenizo nossos políticos, lideranças e autoridades pela excelente representação na qual defenderam o futuro e o crescimento do nosso povo no lançamento do Anuário Brasileiro de Fumo 2004, em Brasília, pois, para todos os que defendem a idéia, é bom termos a certeza de que estamos em boas mãos, pois, se acreditarmos em nossos representantes, teremos a certeza da força que move este País.

*Tatiane Luci Rodrigues/Acadêmica de Jornalismo

 
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