Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Souza Cruz reivindica legitimidade de suas ações de responsabilidade social (29/11/2004)
ACTBR

Comentário RTZ: O site onde essa noícia foi publicada é patrocinado pela Souza Cruz

Fonte: www.comuniquese.com.br

25/11/2004

Ao ser questionado se uma empresa de cigarros pode ser socialmente responsável, José Roberto Cosmo, gerente de Assuntos Corporativos, não hesita em responder: “Não só pode como deve.” Esta pergunta, já recorrente nas discussões sobre a legitimidade das ações sociais da indústria do tabaco, foi o mote da sua palestra no I Seminário Souza Cruz para Jornalistas, no dia 23 de novembro.

Cosmo recorreu à longa trajetória da companhia no campo social para fundamentar suas respostas. “Não investimos no social porque é fashion e virou o tema da moda. Nossa preocupação vem desde a fundação da Souza Cruz,” afirmou Cosmo, resgatando programas corporativos que nasceram na década de 80 – como o Clube da Árvore, o Hortas Escolares e o Reflorestar – e permanecem, até hoje, promovendo iniciativas para garantir a sustentabilidade ambiental. “Como o processo de cura do fumo demanda muita quantidade de lenha, temos a constante preocupação com o reflorestamento e o estímulo à criação de florestas energéticas”, ressaltou.

Partindo do conceito de empresa socialmente responsável do Instituto Ethos (organização modelar em práticas no Terceiro Setor), Cosmo apresentou as ações da Souza Cruz que a enquadram nesta definição, que tem como premissa principal a capacidade da empresa de dialogar com os diversos públicos que influenciam direta ou indiretamente nos negócios. E mostrou uma iniciativa pioneira da companhia neste âmbito: o processo de diálogos, iniciado em 2001, que deu origem ao primeiro Relatório Social Corporativo. “Convidamos para o debate todas as partes interessadas, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis à nossa atividade: de organizações ambientais não-governamentais até autoridades da área médica”, enumerou, revelando a heterogeneidade do público envolvido nas conversações.

Algumas entidades se negaram a dialogar com a indústria. Mas, das recusas, também surgiram aprendizados. E novos projetos: “Na primeira rodada dos diálogos, a S.O.S. Mata Atlântica não se dispôs a participar. Já na segunda, trouxe idéias que culminaram na doação de uma Reserva Particular de Proteção Natural (RPPN) para a Universidade de Santa Cruz do Sul, destinada a pesquisas e à preservação da biodiversidade”, lembrou Cosmo.

A proposta é ouvir as demandas legítimas de diversos segmentos da sociedade e incoporá-las nos planos de negócios. Até o momento, foram realizados dois ciclos de diálogos, resultando na publicação de duas edições do Relatório, tem como base o mais rigoroso padrão internacional de responsabilidade ética e social – o AA1000 –, cuja aplicação é auditada externamente pela Bureau Veritas Quality International (BVQI). Para Cosmo, este processo é importante na definição do posicionamento estratégico da Souza Cruz: “Os diálogos são realizados a cada 18 meses e têm contribuído para dar um maior foco aos nossos negócios, que estão sendo conduzidos cada vez mais em linha com os interesses dos stakeholders.”

A Souza Cruz respondeu estas expectativas com ações concretas. “Mas não basta nos auto-classificarmos como empresa socialmente responsável, devemos buscar o reconhecimento público de nossa atuação”, ponderou. Cosmo destacou a campanha “Free Quit Line” – Livre para fumar ou parar – como uma importante iniciativa para atender as demandas dos consumidores por mais informações: “Firmamos uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que é referência em pesquisas na área, para endossar as dicas de parar de fumar e garantir a credibilidade do canal.”

O Índice de Sustentabilidade Empresarial (IRE) acalorou as discussões finais da apresentação. Cosmo reivindicou a participação da Souza Cruz no fundo que será criado, em 2005, pela Bovespa em convênio com a International Financial Corporation (IFC). O IRE prevê a seleção de 40 empresas e a exclusão de quatro segmentos da economia: cigarros, bebidas e armas. Na visão de Cosmo, estes critérios precisam ser reavaliados: “O índice já parte de um pressuposto errado. O novo modelo de responsabilidade social corporativa é de inclusão. A empresa que faz o bem não gera retorno só para sua imagem, mas para toda a sociedade. Independente do segmento em que atua.” A palestra encerra-se com esta questão polêmica, mas o debate continua.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2