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Seminário para jornalistas discute temas polêmicos da indústria (29/11/2004)
ACTBR

Comentário RTZ: O site onde essa notícia foi veiculada é patrocinado pela Souza Cruz

Fonte: www.comuniquese.com.br

25/11/2004

O que é uma regulamentação sensata para um produto associado a riscos? Pode uma empresa ser socialmente responsável? Por que os ex-fumantes ganham ações indenizatórias nos EUA e perdem no Brasil? Estas são algumas das questões trazidas para debate no I Seminário Souza Cruz para Jornalistas, que foi realizado no dia 23 de novembro, na Casa de Cultura Julieta Serpa, no Rio de Janeiro. Com uma proposta de diálogo e transparência, o objetivo foi desmistificar temas da indústria de tabaco vistos como controversos.

Regulamentação foi o tema de abertura do seminário, com palestra proferida por João Paulo Gava, gerente de Assuntos Corporativos. Gava ressaltou a importância da gestão responsável do produto associado a riscos, apresentando as principais iniciativas da Souza Cruz para ampliar a divulgação de informações para os consumidores, como a campanha Free – que tornou público, pela primeira vez no mundo, todos os ingredientes e constituintes do cigarro no site corporativo.

O esforço da indústria para desenvolver produtos de menor risco é outra ação de gestão responsável do produto. Gava destacou a evolução na redução de teores das marcas da companhia. De 1998 até 2003, a queda foi, em média, de 50%: de 16,1 para 8,2 miligramas de alcatrão; de 1,3 para 0,73 miligramas de nicotina.

O uso de inserts e onserts nas carteiras de cigarros foi outra polêmica levantada. Tradicional forma de comunicação da companhia há dez anos, a ferramenta disponibiliza informações relevantes para o consumidor, como mudanças no produto ou na embalagem. “O consumidor tem que saber que mudou, senão pode achar que se trata de um produto falsificado”, explica Gava.

Desde agosto de 2004, a resolução 335 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe o uso de cartões ou adesivos que possam impedir ou dificultar a visualização de imagens e advertências. Mas Gava reitera a função informativa desse canal de comunicação: “A produção de inserts/onserts, hoje, representa apenas 0,4% da nossa produção. Se o objetivo fosse encobrir as imagens, não produziríamos um volume tão pequeno, mas colocaríamos em todos os maços.”

Outros assuntos em evidência na mídia foram abordados, como as leis que proíbem o fumo em locais públicos e a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, que não contemplou o envolvimento do setor. Sua grande controvérsia é o artigo 17, que prevê a substituição da cultura de fumo. “Temos mais de 200 mil pequenos produtores que dependem desta atividade para sobreviver”, alertou Gava.

A rentabilidade da cultura de fumo é elevada, cerca de sete vezes mais do que a do milho e feijão. Além do impacto no pequeno produtor, a extinção da fumicultura traria graves conseqüências econômicas para o país. O Brasil é o maior exportador de fumo do mundo e o segundo maior produtor. As divisas do fumo geram, por ano, US$ 1,4 bilhão em riquezas. “Os países que assinaram o tratado não têm envolvimento direto com a produção nem com a comercialização do fumo”, afirma Gava. Para ser ratificado, o acordo precisa da assinatura de 40 países. Até agora, 36 manifestaram adesão.

No Brasil, aprovada pela Câmara, a questão só foi aberta para a discussão com os atores da cadeia produtiva no Senado. No dia 6 de dezembro, está prevista uma audiência pública em Santa Cruz do Sul (RS) para dar continuidade ao debate.

Ao fim, Gava apresentou os números da concorrência desleal. Com um terço do mercado (cerca de 40 bilhões de cigarros), a ilegalidade é, em grande parte, decorrente do contrabando do Paraguai e do Uruguai. A capacidade de produção instalada nestes países é de 100 bilhões de unidades por ano, volume que representa a totalidade do mercado brasileiro. “Se o consumo é de apenas sete bilhões por ano nestes países, é porque há algo de errado”, aponta Gava, sugerindo que o destino da produção excedente é o comércio ilegal.

 
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