Agenda
Artigos
Boletim
Campanhas
Enquetes
Notícias
Press Releases

 

 
 

 
Principal > Comunicação > Notícias

notícias

Brasileiros estão fumando menos, mas câncer de pulmão ainda é o mais letal (26/11/2007)
Fabiana Fregona

fonte: Globo Online

Publicada em 22/11/2007 às 21h36m

Marta Reis, especial para O Globo Online

RIO - O ministério da Saúde informa: os brasileiros estão fumando menos, mas o câncer de pulmão ainda ocupa o primeiro lugar na lista dos cânceres que mais matam no Brasil. O Inca estima que o país conte com 270 mil novos casos de câncer de pulmão, sendo 90% deste total de fumantes, e uma fração dos 10% restantes de fumantes passivos. Como o índice de cura da doença é muito baixo, estima-se que o número de casos se equipare ao de mortes, segundo pneumologista e coordenadora do Programa de Combate ao Tabagismo do Inca e do ministério da Saúde, Tânia Cavalcanti.( Leia mais: ministério da Saúde recebe manifesto para banir fumo de locais fechados )

- Apenas 5% dos pacientes que desenvolvem a doença conseguem a cura cinco anos depois do diagnóstico, o que é número muito baixo se comparado com a leucemia, que é de 70% - explica a oncologista.

Como agravante do quadro, o tabagismo ainda está associado a outros tipos de câncer, como de boca, faringe, laringe, esôfago, pâncreas, estômago, entre outros. Segundo estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), que comparam fumantes e não-fumantes, o risco do usuário desenvolver câncer de pulmão é 30 vezes maior do que de uma pessoa que nunca colocou um cigarro na boca. A chance diminui para dez vezes em relação ao câncer de boca, cinco para tumor de laringe e esôfago, quatro vezes para pâncreas e duas para colo de útero e estômago. ( leia mais: avanços científicos contribuem para estabilizar mortalidade de alguns tipos de câncer )

Apesar do câncer de pulmão ainda matar mais homens do que mulheres, a curva de mortalidade da doença entre homens está começando a declinar, enquanto a das mulheres continua subindo. Segundo dados do Inca, em 1997, 18 a cada dez mil homens morreram em função da doença. Em 1999, o número caiu para 17 a cada 100 mil. Entre as mulheres, as mortes subiram de 5 para 7 a cada 100 mil, no mesmo período de tempo. De acordo com Tânia, a explicação está no fato das mulheres terem começado a fumar mais tarde.

- Existe um hiato na relação entre o tabagismo e o câncer, isto é, entre o início do consumo do cigarro e o aparecimento da doença. A proporção de fumantes na sociedade está declinando em ambos os sexos, mas como os homens começaram a fumar mais cedo, a redução do hábito já é refletido na taxa de mortalidade. No caso das mulheres, vai levar mais tempo. Se elas continuarem a parar de fumar, a curva de mortalidade não deve chegar ao patamar que chegou a dos homens.

Tânia ressalta que a preocupação com as mulheres é latente, uma vez que o perfil feminino da dependência do cigarro é diferente do masculino. Segundo a pneumologista, as mulheres têm um componente de dependência psicossocial mais forte que a química, e usam o cigarro para lidar com as dificuldades do dia-a-dia e para aguentarem a pressão que o papel que ocupam na sociedade atualmente exige. Além disso, existe a questão do ganho de peso, que impede muitas mulheres de largarem o fumo ou quando conseguem, têm recaídas.

 
ACT | Aliança de Controle do Tabagismo
Rua Batataes, 602, cj 31, CEP 01423-010, São Paulo, SP | Tel/fax 11 3284-7778, 2548-5979
Av. N. Sa. Copacabana, 330/404, CEP 22020-001, Rio de Janeiro, RJ | Tel/fax 21 2255-0520, 2255-0630
actbr.org.br | act@actbr.org.br
FW2