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Estudo aponta que poluição é tão nociva quanto o cigarro (12/9/2006)
Paula Johns

São Paulo, 12 - Eles não fumam, mas os exames de saúde apontam problemas parecidos com os provocados pelo cigarro. É o que mostra uma pesquisa realizada com os marronzinhos que trabalham na Capital. Por causa do convívio diário com a poluição, os trabalhadores da Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) estão suscetíveis ao risco de enfartes, paradas cardíacas e doenças respiratórias.

O estudo foi feito pelo Instituto do Coração (Incor), em parceria com o Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Todos os participantes trabalhavam nas Marginais Tietê e Pinheiros, não fumavam nem eram asmáticos ou sofriam de bronquite.

"Acompanhamos a rotina dos marronzinhos que não tinham problemas de saúde específicos para avaliar o impacto dos gases tóxicos emitidos pelos veículos em pessoas que são consideradas saudáveis", disse o médico do laboratório da USP, Alfésio Braga.

De acordo com Braga, foi constatado que os poluentes aumentam a pressão arterial, a inflamação nos brônquios, além de alterar o funcionamento do coração, podendo resultar em paradas cardíacas ou mesmo em enfartes.

Cinqüenta trabalhadores da CET foram monitorados todos os dias, durante dois anos, por um aparelho de medição do coração e pulmão. "Com os dados fornecidos pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), foi possível detectar que, quanto maior a concentração de poluentes, mais problemas de saúde", explicou Braga. "A medicina já sabia que a poluição é muito perigosa em crianças, idosos e pessoas com histórico de doenças pulmonares. O objetivo foi avaliar os efeitos em quem não pertence a esse grupo de risco."

O ex-marronzinho e atual secretário geral do Sindicato dos Agentes de Trânsito (Sindviários), Elias Maluf, afirma que o contato com a poluição é um problema sério enfrentado pelos trabalhadores da CET. "No final da jornada de trabalho, a roupa ficava imunda, assim como o rosto e as mãos. Isso dá uma margem da qualidade do ar que nós respiramos diariamente."

Em 36% dos avaliados foi observado um declínio acentuado da função pulmonar. Mas os problemas de saúde da poluição não atingem só os marronzinhos.

O coordenador da pesquisa e médico do Incor, Ubiratan de Paula Santos, alerta que todos os paulistanos estão sujeitos às doenças da poluição, principalmente aqueles que "moram próximos a grandes corredores de trânsito, como as Marginais em São Paulo".

Para conscientizar a população sobre o efeito nocivo dos veículos, no próximo 22 de setembro, a Secretaria do Verde e Meio Ambiente vai promover o "Dia sem Carro". Com o apoio do Jornal da Tarde, a proposta é deixar o ar menos poluído. As pessoas serão incentivadas a utilizar alternativas para circular pela Cidade, como metrô, ônibus e bicicletas.

Fernanda Aranda

Fonte:

 
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