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Indústria quer continuar a vender cigarro "light" fora dos EUA (1/9/2006)
Paula Johns

Fonte: Estadão
Ciência & Meio Ambiente
31 de agosto de 2006

A juíza Gladys Kessler decidiu que as principais fábricas de cigarro haviam violado leis contra fraude e vinham enganado o público

AP

WASHINGTON - Um grupo de indústrias de cigarro quer autorização da Justiça dos Estados Unidos para continuar a promover marcas "light" e de "baixo alcatrão" fora do território americano. Há duas semanas, uma juíza declarou as empresas culpadas por fraude contra o consumidor e as proibiu de continuar usando essas expressões na propaganda de seus produtos.

A juíza Gladys Kessler decidiu, em 17 de agosto, que as principais fábricas de cigarro haviam violado leis contra fraude e vinham enganado o público quanto aos riscos do fumo. Ela proibiu o uso de expressões como "light", citando evidências de que essas marcas não são mais seguras que as demais.

Kessler determinou ainda que as companhias deveriam publicar retratações nos jornais e em seus websites.

Os advogados das empresas pedem agora que a juíza esclareça os termos da sentença e defina se as práticas de marketing tidas como fraudulentas nos EUA podem continuar a ser usadas no exterior. Os advogados alegam que proibir o uso dessas expressões fora dos EUA seria uma intrusão no direito dos outros países de regulamentar seus mercados e colocaria as empresas americanas em desvantagem frente á concorrência internacional.

 
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