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João Pessoa ganha serviço de controle ao tabagismo (2/6/2006)
ACTBR

Fonte: http://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/?n=3672

19h32 31/05/2006

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) iniciará o serviço de referência do Programa de Controle ao Tabagismo no município nesta quinta-feira (1º), 24 horas após o Dia Nacional sem Tabaco, lembrado neste dia 31. O serviço funcionará com equipe multiprofissional no Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) de Mangabeira e no Centro de Atendimento Médico Especializado (Came) Primavera, sendo os usuários referenciados pelas unidades de Saúde da Família.

Nesta quarta-feira (31), a SMS realizou uma palestra no auditório da Faculdade de Enfermagem e Medicina Nova Esperança (Facene), em que foram abordados os males do cigarro e o perfil epidemiológico das doenças prevalentes associadas ao fumo. A fim de implantar o serviço na cidade, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Município realizou este mês uma oficina de qualificação dos profissionais do Cais de Mangabeira e do Came da Primavera, para que as equipes possam incentivar os usuários a buscarem o serviço. Numa próxima etapa, serão treinados os profissionais das unidades de Saúde da Família.

A gerente de Vigilância Epidemiológica da SMS, Júlia Vaz, informa que inicialmente o acompanhamento aos fumantes que desejarem deixar o vício do cigarro será feito por psicólogos nos centros referenciados. "A equipe é multiprofissional, com psicólogo, médico e enfermeiro. No entanto, na fase inicial em que o usuário decidir parar de fumar é essencial o acompanhamento psicológico", falou.

Fiscalização – Desde o último dia 25, as Vigilâncias Sanitárias (GVS) do Município e do Estado (Agevisa) vêm realizando a Campanha estadual para a promoção de ambientes fechados livres do tabaco.

A chefe de Inspeção e Fiscalização da GVS, Jailma Porto, informou que a iniciativa tem por objetivo conscientizar o público e proprietários de estabelecimentos sobre os perigos do fumo, resguardando o direito dos não-fumantes a estarem em ambientes livres de tabaco. Ela disse que estudos comprovam a não eficácia de sistemas de exaustão para a fumaça do cigarro, que prejudica a saúde do público e daí a necessidade da aplicação das leis anti-tabagistas.

"A fumaça de derivados do tabaco que polui ambientes fechados é cancerígena e genotóxica para seres humanos. Até os não-fumantes expostos a essa fumaça inalam os mesmos elementos tóxicos dos fumantes ativos. Portanto, não existem níveis seguros para o consumo voluntário ou involuntário. Mesmo níveis pequenos de exposição à fumaça duplicam as chances de infarto e aumentam em seis vezes a possibilidade de câncer no pulmão", alertou.

Poluição ambiental – A chefe de Inspeção e Fiscalização da GVS falou que a chamada poluição tabagista ambiental (PTA), que é formada pela chamada corrente secundária – a fumaça que se origina e sai da ponta do cigarro somada ao fumo exalado pelo fumante – é a maior responsável pela poluição dos ambientes fechados. Ela disse ainda que 95% dos elementos cancerígenos transportados pelo ar em pontos de encontros sociais estão centrados na fumaça advinda do tabaco.

Outro agravante: a fumaça que sai da ponta do cigarro contém 400 substâncias que não podem ser filtradas, principalmente substâncias irritantes e cancerígenas. Para piorar, os elementos fumígeros da corrente secundária têm um teor de nicotina de três a cinco vezes maior que o fumo exalado, 8 a 11 vezes mais monóxido de carbono e 50 vezes mais substâncias cancerígenas.

Orientação – "Por esses e por outros problemas faz-se necessário tanto a campanha como o serviço de referência", observou Jailma Porto. Ela explicou que desde a segunda-feira (29) técnicos da GVS e Agevisa já estão visitando estabelecimentos fechados a fim de tornar cientes os clientes e proprietários sobre a importância de aderirem às leis anti-tabagistas.

 
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